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Paulo Rangel: "Quarenta anos depois, a UE tornou Portugal irreversivelmente democrático"
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, defende que a adesão de Portugal à então CEE marcou "a grande viragem" do país, consolidando a democracia, acelerando o desenvolvimento económico e reforçando a ligação ao exterior. Quatro décadas após a entrada na União Europeia, o diplomata português considera que "mudou tudo" na realidade portuguesa.
Foto: Eduardo Munoz - Reuters
Para o ministro, a adesão não só tornou a democracia “irreversível”, ao integrar o país no “clube das democracias”, como transformou profundamente o bem‑estar das populações e o nível de desenvolvimento.
Rangel sublinha que Portugal dos anos 80 era “um país muito pobre” e que a modernização só foi possível através dos mecanismos europeus. A relação bilateral com Espanha é, na sua perspetiva, um dos exemplos mais visíveis dessa mudança: “Não tem paralelo na história portuguesa”.
Nesta entrevista à enviada especial da Antena 1 a Estrasburgo, Andrea Neves, o ministro destaca também o papel distintivo de Portugal na interação com diferentes regiões do mundo, fruto do conhecimento acumulado sobre África, América Latina e Ásia. E alerta para os riscos do “nacionalismo exacerbado” dentro da UE, numa altura em que a unidade europeia é essencial face às tensões geopolíticas globais.