Política
Eleições Legislativas 2025
Pedro Nuno Santos "surpreso" quando ouve Montenegro falar de "sucesso"
Foi durante uma arruada na Covilhã, ponto de paragem obrigatória nas campanhas de Pedro Nuno Santos, que o líder do PS voltou a questionar as palavras de Luís Montenegro, que entende que o secretário-geral socialista aparece "todos os dias incomodado com o sucesso do país”.
Foto: José Sena Goulão - Lusa
E, é repetindo que o candidato da AD e primeiro-ministro deixa a economia portuguesa "em queda" - depois de o Instituto Nacional de Estatística ter revelado que o PIB caiu 0,5% no primeiro trimestre deste ano face aos últimos três meses de 2024 - que Pedro Nuno Santos defende que só o programa eleitoral do PS pode travar a quebra: "Só com o rigor das propostas do PS é que nós vamos garantir que os portugueses não vão sofrer com a queda da economia", assinalou.
Mas, diz o líder do PS, não é apenas na economia que são visíveis as "falhas" do Governo da AD e Pedro Nuno Santos dá como exemplos a saúde, a habitação ou a investigação científica.
“Corta num dos fatores mais decisivos para que a economia portuguesa se transforme, que é o investimento na ciência”, aponta Pedro Nuno Santos, que lamenta um "corte de 69%" no financiamento de centros de investigação "qualificados com muito bom", o que, de acordo com o líder do PS, vai "privilegiar apenas o financiamento dos centros de investigação com excelência".
Já sobre o tema da habitação, outro dos assuntos abordados durante a passagem pela Covilhã, no distrito de Castelo Branco, o secretário-geral do PS refere que são vários os problemas e que nem os programas que já estavam e curso estão a ser salvaguardados.
"Já ajudava que, por exemplo, o Porta 65 não estivesse a demorar sete meses a chegar aos nossos jovens, mas também aconteceu o corte no apoio extraordinário às rendas", sublinha Pedro Nuno Santos, que insiste: "Eu fico sempre surpreso quando ouço Luís Montenegro falar do sucesso. Sucesso porquê?", conclui o líder do PS, que quer que esta questão faça parte do processo de reflexão dos eleitores ano dia 18 de maio.
Reportagem de João Alexandre