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Pedro Santana Lopes voltou a filiar-se como militante do PSD

Pedro Santana Lopes voltou a filiar-se como militante do PSD

Santana Lopes agradeceu ao partido por o acolher de volta, culpou Luís Montenegro pelo regresso e afastou o fantasma das crises políticas.

RTP /
Foto: Paulo Novais - Lusa

Oito anos depois de ter abandonado o PSD, Pedro Santana Lopes regressou como militante. O antigo líder social-democrata e antigo primeiro-ministro apareceu de surpresa já depois da meia-noite deste domingo no congresso do partido, que decorre este fim de semana em Anadia.

"Temos uma notícia muito agradável, que é a presença e o regresso de Pedro Santana Lopes ao nosso partido como militante", declarou Miguel Albuquerque, presidente da Mesa do Congresso do PSD.

Dirigindo-se ao presidente do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro, Santana Lopes afirmou: "Não te preocupes, não está nas minhas intenções candidatar-me à presidência do partido. Mas quero dizer hoje aqui: tenho a certeza absoluta, candidatasse-se quem se candidatasse neste Congresso, ou nos que aí vêm, tu ganhavas, e largo".
Para explicar a sua desfiliação do PSD em 2018 - para fundar o partido Aliança, de onde entretanto saiu - salientou que nesse ano disputou diretas em que foi derrotado por Rui Rio "com quem não concordava de todo", porque "achava um erro o partido ir encostar-se mais no tal centro-esquerda ou esquerda".

"Eu não sou capaz de pedir desculpa, porque eu agi de acordo com a minha consciência. Certo ou errado, eu fiz aquilo que achei que devia fazer", declarou.

Pedro Santana Lopes foi militante do PSD de 1976 até 2018, quando saiu, após perder eleições internas para a liderança que disputou com Rui Rio, para fundar um novo partido, Aliança, do qual se desfiliou três anos depois.

Foi primeiro-ministro e presidente do PSD entre 2004 e 2005, na sequência da saída de José Manuel Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia. Após a dissolução do Parlamento pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, o PSD, sob a sua liderança, perdeu as legislativas de 2005 para o PS liderado por José Sócrates, que conseguiu maioria absoluta.

Antes, tinha sido presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz - cargo que retomou em 2021, eleito como independente, e reeleito em 2025 numa lista de coligação PSD/CDS-PP - e da Câmara Municipal de Lisboa.

Além do cargo de primeiro-ministro, exerceu funções governativas como secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros durante a governação de Cavaco Silva, e depois secretário de Estado da Cultura.

c/ Lusa
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