Política
Petição para reabrir caso dos submarinos desapareceu no Parlamento
Uma petição com dez mil assinaturas, a solicitar a reabertura da comissão de inquérito ao caso dos submarinos, foi entregue no site da Assembleia República há 15 dias. A petição poderá ter-se perdido, dado que na Assembleia ninguém tem conhecimento do documento, embora um dos seus autores tenha um comprovativo da entrega do mesmo.
A petição foi entregue a 22 de janeiro, através de correio eletrónico, no Parlamento mas na Assembleia da República garantem que não receberam nada. A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias, que questiona onde terá ido parar o documento assinado por dez mil pessoas.
Fonte oficial ligada a Assunção Esteves, Presidente da Assembleia da República, garantiu ao mesmo jornal que, com base em informação disponibilizada pelos “serviços, na plataforma das petições online da Assembleia da República não entrou nada”.
O Jornal de Notícias avança ainda que Rui Martins, um dos autores tem um comprovativo de que a submissão do documento no site da Assembleia da República foi feita com sucesso.
"São capazes de o descartar antes de ser admitido"
O subscritor disse que o cenário é inesperado mas não surpreendeu, "tendo em conta o texto, que alude a novos dados sobre o caso, como as reuniões do Grupo Espírito Santo, são capazes de o descartar antes de ser admitido".
Após ser confrontado pelo Jornal de Notícias com a resposta da Assembleia da República, Rui Martins repetiu o envio da petição.
"O documento teve origem numa carta com oito mil assinaturas, entregue à Procuradoria-Geral da República, no início de janeiro, contra o arquivamento do caso. Aí tivemos logo resposta", explicou Rui Martins.
Admitindo "não ter visto sequer" a petição, a deputado do PSD, Mónica Ferro, relatora da comissão que o grupo quer reativar, disse que "fez-se um esforço enorme para averiguar as várias aquisições".
"Nenhuma pergunta ficou por fazer, nem ninguém por ouvir. Considero não se justificar a repetição de um extenso trabalho esclarecedor", disse a autora das conclusões com 417 páginas, citada pelo Jornal de Notícias.
"As questões essenciais não foram respondidas"
Para José Magalhães, do PS, "a ação destes cidadãos é saudável. Exprimem as mesmas preocupações que nós. Estes cidadãos perceberam a nossa leitura: as questões essenciais não foram respondidas".
O socialista salienta ainda que "a maioria PSD/CDS-PP tentou ocultar com vulgaridades nesse relatório o tumor que é este caso. Por isso, será bem-vinda tal petição".
A eurodeputada socialista, Ana Gomes, já tinha pedido a reabertura do processo dos submarinos. Ana Gomes é assistente no processo e defende uma investigação ao património de Paulo Portas e Durão Barroso.
Ana Gomes considera que o ex-ministro da Defesa e o ex-Primeiro-ministro tiveram um papel relevante no negócio da compra dos dois submarinos a um consórcio alemão, em 2004. Em dezembro do ano passado, o Ministério Público arquivou o processo por não ter encontrado indícios suficientes de crime de corrupção.
Por sua vez, Paulo Portas acusou Ana Gomes de ser obsessiva. Depois da eurodeputada socialista ter defendido a reabertura do processo dos submarinos, o vice-Primeiro-ministro acusou a eurodeputada de ser mentirosa compulsiva.
Fonte oficial ligada a Assunção Esteves, Presidente da Assembleia da República, garantiu ao mesmo jornal que, com base em informação disponibilizada pelos “serviços, na plataforma das petições online da Assembleia da República não entrou nada”.
O Jornal de Notícias avança ainda que Rui Martins, um dos autores tem um comprovativo de que a submissão do documento no site da Assembleia da República foi feita com sucesso.
"São capazes de o descartar antes de ser admitido"
O subscritor disse que o cenário é inesperado mas não surpreendeu, "tendo em conta o texto, que alude a novos dados sobre o caso, como as reuniões do Grupo Espírito Santo, são capazes de o descartar antes de ser admitido".
Após ser confrontado pelo Jornal de Notícias com a resposta da Assembleia da República, Rui Martins repetiu o envio da petição.
"O documento teve origem numa carta com oito mil assinaturas, entregue à Procuradoria-Geral da República, no início de janeiro, contra o arquivamento do caso. Aí tivemos logo resposta", explicou Rui Martins.
Admitindo "não ter visto sequer" a petição, a deputado do PSD, Mónica Ferro, relatora da comissão que o grupo quer reativar, disse que "fez-se um esforço enorme para averiguar as várias aquisições".
"Nenhuma pergunta ficou por fazer, nem ninguém por ouvir. Considero não se justificar a repetição de um extenso trabalho esclarecedor", disse a autora das conclusões com 417 páginas, citada pelo Jornal de Notícias.
"As questões essenciais não foram respondidas"
Para José Magalhães, do PS, "a ação destes cidadãos é saudável. Exprimem as mesmas preocupações que nós. Estes cidadãos perceberam a nossa leitura: as questões essenciais não foram respondidas".
O socialista salienta ainda que "a maioria PSD/CDS-PP tentou ocultar com vulgaridades nesse relatório o tumor que é este caso. Por isso, será bem-vinda tal petição".
A eurodeputada socialista, Ana Gomes, já tinha pedido a reabertura do processo dos submarinos. Ana Gomes é assistente no processo e defende uma investigação ao património de Paulo Portas e Durão Barroso.
Ana Gomes considera que o ex-ministro da Defesa e o ex-Primeiro-ministro tiveram um papel relevante no negócio da compra dos dois submarinos a um consórcio alemão, em 2004. Em dezembro do ano passado, o Ministério Público arquivou o processo por não ter encontrado indícios suficientes de crime de corrupção.
Por sua vez, Paulo Portas acusou Ana Gomes de ser obsessiva. Depois da eurodeputada socialista ter defendido a reabertura do processo dos submarinos, o vice-Primeiro-ministro acusou a eurodeputada de ser mentirosa compulsiva.