Pires de Lima diz que privatização dos CTT foi "enorme êxito"

Lisboa, 05 set (Lusa) - O ministro da Economia considerou "um enorme êxito" a privatização dos CTT por mais de 900 milhões de euros, hoje concluída com a venda da restante posição do Estado, adiantando que os novos acionistas "são bons investidores internacionais e portugueses".

Lusa /

"Não foram 300, nem 400 ou 500 milhões de euros aquilo que o Estado arrecadou. Com esta privatização conduzida em duas fases e que usou o mercado de capitais como único instrumento de venda da empresa, foram mais de 900 milhões de euros. Isto é um enorme êxito tanto para o Estado como para a equipa de gestão dos CTT", disse à agência Lusa, o ministro da Economia, António Pires de Lima.

A Parpública anunciou hoje ter já concluído a venda dos 31,5% que o Estado ainda detinha nos CTT, ao preço de 7,25 euros por ação, por 343 milhões de euros, totalizando o encaixe final da reprivatização dos CTT os 909,2 milhões de euros (579 milhões de euros na dispersão em bolsa em dezembro - IPO).

"Muitos diziam que [a empresa] não valia mais de 400 ou 500 milhões de euros, quando o Governo estava a estudar a possibilidade de lançar a privatização. Eu próprio ouvi comentários de investidores que estavam interessados na empresa que declaravam que esta não valeria mais de 300 ou 400 milhões de euros. Foram 900 milhões de euros", reforçou.

Além do "sucesso objetivo do ponto de vista financeiro", Pires de Lima destacou que a privatização dos CTT constitui também "mais uma prova de vida, em que a economia vence uma batalha importante" na "luta pela credibilidade e confiança que são essencias à atração do investimento e à recuperação económica".

"É muito positivo que na primeira semana de setembro, depois de tudo o que foi conhecido e que se passou em Portugal nos últimos meses, uma privatização de uma empresa - que até há um ano era completamente pública - se tenha concluído no mercado de capitais com o sucesso que se conhece", frisou.

Além disso, considerou que a operação é também "a prova de que Portugal e as boas empresas continuam a chamar e a ser muito atrativas do ponto de vista do investimento português e investimento institucional estrangeiro".

Sem querer antecipar o nome dos atuais acionistas dos CTT, que deverão ser hoje conhecidos depois do fecho do mercado, Pires de Lima adiantou apenas que "são bons investidores internacionais e portugueses", o que "é um motivo de conforto".

O mérito atribuiu-o "ao trabalho feito pelos ministérios das Finanças e da Economia, administração dos CTT e a própria empresa dos Correios" e acrescenta que "é justo salientar" que foi acertada a decisão do Governo de privatizar os CTT em dois passos: tanto na escolha do mercado de capitais em outubro, "quando ainda não estava claro a forma como Portugal ia terminar o programa de assistência financeira", como no regresso ao mercado de capitais no início deste mês, depois de "uma fase difícil e desafiante" no mercado de capitais na bolsa portuguesa em julho e agosto.

"O Governo com ousadia e coragem usou o mercado que é o teste decisivo que podemos escolher para medir a credibilidade daquilo que queremos vender e do que queremos fazer com investidores para privatizarmos os CTT e foi totalmente bem sucedido", frisou.

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