Polémicas com Luís Neves. Carneiro diz que é preciso saber se está em causa crime de peculato

Polémicas com Luís Neves. Carneiro diz que é preciso saber se está em causa crime de peculato

O secretário-geral do PS recusa pedir a demissão de Luís Neves, mas admite que o ministro da Administração Interna pode estar fragilizado.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Luís Forra - Lusa

Em declarações aos jornalistas em Terras de Bouro, José Luís Carneiro reagiu à mais recente polémica a envolver o ministro da Administração Interna e um carro apreendido pela Polícia Judiciária que estará a ser usado pelo ministro.

O secretário-geral do Partido Socialista diz que “é preciso ver em que termos as viaturas foram utilizadas”. “Se não houver uma boa explicação, podemos estar perante um crime de peculato de uso. É isso que é preciso averiguar”, disse.

Apesar de todas as polémicas, José Luís Carneiro recusa pedir a demissão de Luís Neves. “Nós não pedimos a demissão de ministros. Não fazemos esse favor ao primeiro-ministro”, disse.

No entanto, o líder dos socialistas admite que a autoridade do ministro “pode estar fragilizada”.


“Há áreas do Estado que não podem de forma alguma ser postas em causa na sua integridade. Uma delas é a Administração Interna”, disse Carneiro. “Quem é titular tem de ser exemplar em todos os domínios de aplicação da lei”, acrescentou.

Em causa na mais recente polémica a envolver Luís Neves está um carro desportivo apreendido pela Polícia Judiciária que estará a ser utilizado pelo ministro atualmente.

Na altura em que Luís Neves deu a conferência de imprensa, a 29 de julho, para esclarecer as polémicas sobre as obras na casa do Alentejo e o atrelado deslocado para Barcelos, o ministro garantiu que tinha apenas um carro familiar com 15 anos.

Porém, o Nascer do Sol e TVI/CNN revelaram agora que o ministro tem, afinal, mais uma viatura pessoal e conduz ainda um carro desportivo apreendido pela Polícia Judiciária.


Em resposta à investigação do Nascer do Sol e TVI/CNN, Luís Neves explica que é uma viatura de serviço em regime de comodato, devidamente autorizado em termos legais. Justifica a opção com "uma maior resposta operacional" e garante que, desta forma, poupa verbas ao Estado.
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