Polícias estão isentos de taxa para votar antecipadamente

A PSP deixou hoje garantias de que os agentes da polícia em serviço no dia das eleições não terão de pagar qualquer taxa pela declaração que lhes permite exercer antecipadamente o direito de voto. O esclarecimento surge após a denúncia do SINAPOL de que estariam a ser cobrados 10 euros pelas declarações, o que foi inicialmente confirmado pela polícia, que se dizia condicionada por uma portaria do Ministério da Administração Interna.

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Direção da PSP garante que os valores entretanto exigidos a alguns agentes vão ser "imediata e completamente" devolvidos RTP

Ao início da manhã, na sequência de uma notícia do Diário de Notías, a TSF dava conta da denúncia do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), que declarava já ter recebido a queixa de oito agentes que solicitaram a referida declaração para votar antecipadamente por se encontrarem de serviço a 5 de junho, dia das eleições legislativas. O Diário de Notícias deu conta do caso de um agente que se recusou a pagar 10 euros pela declaração que permite o voto antecipado

O presidente do SINAPOL, Armando Ferreira, admitia a existência de uma lei recente que estaria a levar os serviços públicos a exigir o pagamento dos 10 euros, leitura que inicialmente foi corroborada por fonte oficial da PSP contactada por aquela rádio.

No entanto, versão diferente foi emitida a meio da manhã pela Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública: "A PSP não cobrará a nenhum dos seus elementos policiais qualquer valor pela emissão de documento comprovativo do impedimento" de votar no dia 5 de junho presencialmente.

Esclarece aquele órgão que a portaria 1334-C/2010, de 31 de dezembro, que regulamenta os valores das taxas a cobrar pelos atos de secretaria em entidades tuteladas pelo MAI, "não se aplica aos elementos policiais que têm o direito de votar antecipadamente por estarem de serviço no dia das eleições".

Admitindo um erro de interpretação da lei, a PSP garante que ainda hoje seguirá para todos os comandos uma nota esclarecendo que não vai ser cobrada qualquer taxa aos agentes e acrescenta que os valores entretanto exigidos vão ser "imediata e completamente" devolvidos.

“Poderá existir algum erro de interpretação no que diz respeito a esta portaria, por isso a PSP vai emitir um esclarecimento para todos os comandos distritais, metropolitanos e regionais para tranquilizar todos os elementos policiais que pretendam exercer o seu direito de voto”, esclareceu Paulo Flor, porta-voz da PSP, em declarações à TSF.
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