Porta-voz do PSD rejeita que ameaça de Ventura de moção de censura enfraqueça Governo
O porta-voz do PSD rejeitou hoje que a ameaça do Chega de apresentar uma moção de censura enfraqueça o Governo, afastando também a leitura de que se trate de um ultimato ao primeiro-ministro para demitir o ministro Luís Neves.
À saída de um painel sobre habitação na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide (Portalegre), Sebastião Bugalho foi questionado sobre a ameaça do presidente do Chega de avançar com uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-ministro não resolva a situação do ministro da Administração Interna.
À pergunta se esta iniciativa pode enfraquecer o Governo, respondeu: "Enfraquecer o Governo uma ameaça? Acho muito difícil", respondeu o também vice-presidente do partido.
Já questionado se se trata de um ultimato ao primeiro-ministro, começou por remeter a questão para os proponentes, respondendo depois negativamente.
"Não vejo, e acho que ainda vamos ver todos de maneira diferente. O dr. André Ventura é que tem que se estabilizar e dizer algo consistente sobre isso, não somos nós. Acho que as casas que estamos a entregar são muito mais importantes do que as ameaças do dr. André Ventura e não tenho mais declarações a dar", afirmou.
O líder do Chega admitiu hoje que o partido avançará com uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-ministro não resolva a situação do ministro da Administração Interna, que considera ter atingido um nível "grotesco" e "inaceitável".
"Se este padrão ético deixar de existir, se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntamo-nos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, no dia 01 [de setembro], no parlamento", assegurou André Ventura, numa iniciativa em Coimbra.