Política
Eleições Presidenciais 2016
Portugal, país sem estridências à lupa de um jornal de Espanha
Elogios à “atitude” de Marcelo Rebelo de Sousa, que fez assentar a campanha presidencial “no diálogo e na arbitragem”, e à “mensagem de estabilidade e compromisso” do eleitorado português que votou. É esta, em síntese, a leitura que o diário espanhol El País faz das últimas eleições no “país vizinho”.
“Portugal renova assim a sua chefia do Estado sem estridências, com um conservador mediático que fez uma campanha eleitoral baseada na simplicidade, na qual não prometeu soluções rápidas e drásticas, mas união e diálogo”, escreve El País num editorial publicado esta terça-feira.
“Apesar das grandes dificuldades que, todavia, continuam por diante, os portugueses – por certo, com a habitual elevada abstenção – enviaram uma mensagem de estabilidade e compromisso aos políticos”, conclui El País.
Embora sublinhe que “o panorama político e económico português não é o espanhol”, o diário acaba por roçar a analogia com o atual momento em Espanha, onde se arrasta o processo de formação de um novo governo.
Lê-se no editorial que “em todo o caso convém tomar nota das atitudes e dos modos dos dirigentes políticos e da sociedade portugueses”.
“Numa atitude digna de elogio, Rebelo baseou a sua campanha – e apressou-se a reiterá-lo - no diálogo e na arbitragem para fomentar a estabilidade do sistema”, aponta o jornal espanhol.
Para depois ensaiar nova comparação, agora com o Estado helénico: “Um sistema que, ao contrário da Grécia, por exemplo, sobreviveu à estocada da brutal crise económica, o que significa que a sociedade portuguesa continua a confiar nas suas instituições”.
Coabitação “natural”
Assim, para a redação de El País, o Portugal que saiu das eleições presidenciais de domingo está vinculado à “necessidade de um entendimento para garantir a governabilidade e a estabilidade entre a nova chefia do Estado – com poucos poderes, mas importantes – e um Executivo formado por uma coligação de esquerdas”.
“A coabitação é vista em Portugal de forma mais natural do que em outros lugares (já a houve no passado)”, avalia o jornal.
“Mesmo na delicada situação em que o país se encontra, com o choque entre as condições do resgate imposto pela UE e o programa dos parceiros com os quais o socialista António Costa chegou ao poder em novembro mediante uma moção de censura, o novo presidente poderia atuar como intermediário”, estima-se no editorial.
“Tudo depende do grau de confronto a que se chegue”, adverte, ainda assim, El País.
“Apesar das grandes dificuldades que, todavia, continuam por diante, os portugueses – por certo, com a habitual elevada abstenção – enviaram uma mensagem de estabilidade e compromisso aos políticos”, conclui El País.
Embora sublinhe que “o panorama político e económico português não é o espanhol”, o diário acaba por roçar a analogia com o atual momento em Espanha, onde se arrasta o processo de formação de um novo governo.
Lê-se no editorial que “em todo o caso convém tomar nota das atitudes e dos modos dos dirigentes políticos e da sociedade portugueses”.
“Numa atitude digna de elogio, Rebelo baseou a sua campanha – e apressou-se a reiterá-lo - no diálogo e na arbitragem para fomentar a estabilidade do sistema”, aponta o jornal espanhol.
Para depois ensaiar nova comparação, agora com o Estado helénico: “Um sistema que, ao contrário da Grécia, por exemplo, sobreviveu à estocada da brutal crise económica, o que significa que a sociedade portuguesa continua a confiar nas suas instituições”.
Coabitação “natural”
Assim, para a redação de El País, o Portugal que saiu das eleições presidenciais de domingo está vinculado à “necessidade de um entendimento para garantir a governabilidade e a estabilidade entre a nova chefia do Estado – com poucos poderes, mas importantes – e um Executivo formado por uma coligação de esquerdas”.
“A coabitação é vista em Portugal de forma mais natural do que em outros lugares (já a houve no passado)”, avalia o jornal.
“Mesmo na delicada situação em que o país se encontra, com o choque entre as condições do resgate imposto pela UE e o programa dos parceiros com os quais o socialista António Costa chegou ao poder em novembro mediante uma moção de censura, o novo presidente poderia atuar como intermediário”, estima-se no editorial.
“Tudo depende do grau de confronto a que se chegue”, adverte, ainda assim, El País.