Presidenciais: Santos Silva defende candidatura que represente movimento pela democracia

O antigo ministro Augusto Santos Silva defendeu hoje que o PS deve apoiar uma candidatura presidencial que represente um movimento pela democracia e considerou que nenhum dos candidatos já apresentados a pode protagonizar.

Lusa /

Augusto Santos Silva falou deste tema, de passagem, durante uma conferência sobre Mário Soares, intitulada "Soares e as esquerdas -- conflitos e convergências", promovida pela Fundação Res Publica, em Lisboa.

Segundo o ex-presidente da Assembleia da República, "o resultado das eleições legislativas só torna ainda mais óbvio" que o PS deve aproveitar as eleições presidenciais "para fazer delas a afirmação de um movimento eleitoralmente significativo em favor da democracia, porque é isso que está em causa hoje e é para isso que um Presidente ou uma Presidente mais pode contribuir".

No fim da conferência, questionado pela agência Lusa sobre quem poderia na sua opinião protagonizar esse movimento, Augusto Santos Silva respondeu: " Constato que nenhum dos candidatos que já se apresentou parece ter essa prioridade e portanto é necessário continuar a tentar encontrar quem a possa protagonizar".

Quanto à possibilidade de uma candidatura sua às presidenciais de 2026, o ex-presidente da Assembleia da República, que nunca excluiu esse cenário, disse: "Não tenho nada a acrescentar ao que tenho dito".

Interrogado se ainda acredita que António Vitorino poderá vir a apresentar-se como candidato a Presidente da República, remeteu a questão para o antigo comissário europeu: "António Vitorino, quando entender, falará".

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