Protesto em Évora junta cerca de 50 pessoas e atrai atenção de turistas

Protesto em Évora junta cerca de 50 pessoas e atrai atenção de turistas

Cerca de 50 pessoas participaram hoje, ao final da tarde, numa concentração em Évora pelo direito à habitação, na qual gritaram palavras de ordem, captando a atenção de alguns turistas que passavam pela Praça do Giraldo.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Algumas das frases, entoadas por aqueles que se foram revezando no megafone e pela assistência, foram "Casas para morar, não para estrangular" ou "Montenegro escuta, as tuas casas são para habitação", constatou a agência Lusa no local.

A partir das 18:15, concentrados junto ao baloiço promocional da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, na Praça do Giraldo, considerada a `sala de visitas` da cidade, os participantes exibiram uma faixa, com oito metros de comprimento.

"Paz, Pão, Habitação, Saúde e Educação", podia ler-se na faixa, pintada por um coletivo artístico que tem estado a realizar uma residência artística em Évora, na associação Pó de Vir a Ser.

Essas palavras de ordem foram também entoadas pelos participantes no protesto, que terminavam a dizer "o Alentejo quer revolução".

A concentração atraiu a atenção de turistas que passavam pela Praça do Giraldo, nacionais e estrangeiros, levando a que alguns se demorassem por uns minutos, enquanto aproveitavam para ver do que se tratava e tirar algumas fotografias.

Aos poucos, após diversas intervenções com recurso ao megafone e algumas canções, os participantes começaram a dispersar, por volta das 19:10.

Segundo foi decidido pelos participantes, o protesto em prol de habitação a preços acessíveis regressa às ruas de Évora na próxima sexta-feira, às 18:00, também na Praça do Giraldo.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.

Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.

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