Provas ModA. IL quer ouvir ministro: "Professores não podem voltar a ser castigados"

Provas ModA. IL quer ouvir ministro: "Professores não podem voltar a ser castigados"

Em declarações à RTP Antena 1, a deputada Angélique da Teresa defende que os professores não podem "voltar a ser castigados" por causa de um "mau planeamento" por parte do ministro.

Teresa Borges - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Nuno Patrício - RTP

A Iniciativa Liberal quer chamar com urgência o ministro da Educação ao Parlamento sobre o atraso na divulgação dos dados de rankings das escolas e dos resultados das provas ModA do último ano letivo. Em declarações à RTP Antena 1 , a deputada Angélique da Teresa defende que os professores não podem “voltar a ser castigados” por causa de um “mau planeamento” por parte do ministro.

“Os professores preparam o ano letivo antes dele efetivamente começar. Não é depois dele já ter começado que se vão fazer ajustes à última hora. Isto é trabalhar em cima do joelho”, critica a liberal.
Os resultados das provas ModA, que se destinam aos alunos dos 4.º e 6.º anos, deveriam ser disponibilizados antes do início do ano letivo, mas as classificações das provas realizadas no ano anterior não foram ainda conhecidas. No requerimento enviado à Comissão de Educação e Ciência, o partido mostra-se ainda preocupado com o facto de ranking das escolas relativo a 2024/2025 não ter sido publicado e pede que o Governo defina um prazo.

Os liberais têm sido muito críticos do ministro Fernando Alexandre nos últimos meses devido à gestão que fez do processo de digitalização dos exames nacionais. Angélique da Teresa insiste que as reformas são necessárias, mas sublinha que têm de ser “bem planeadas e balizadas” para que “corram bem” e não sejam olhadas com “anticorpos” por quem está no terreno. A deputada avisa mesmo que o Estado não pode ser gerido com “incompetência”. 
 “Porque é que há este atraso? Eu não sei responder. O senhor ministro não dá explicações absolutamente nenhumas. E daí este requerimento”, reforça.
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