Proximidade, confiança e credibilização são "ideias fundamentais" na moção de Seguro - José Luís Carneiro

Braga, 10 set (Lusa) -- O autarca de Baião, José Luís Carneiro, apontou hoje a "proximidade" aos militantes do PS e à sociedade civil como a "ideia fundamental" da moção de orientação de António José Seguro a ser votada no congresso.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"Há duas ideias muito fortes que se sintetizam no slogan `as pessoas estão primeiro`. Esta é a frase que melhor sintetiza a ideia fundamental desta moção que tem a ver com a proximidade com os militantes e do partido à sociedade civil como forma de construir as melhores alternativas ao país e comunidades locais", disse em Braga um dos dois socialistas escolhidos para apresentar a moção `O Novo Ciclo`.

José Luís Carneiro acrescentou ser uma "moção que procura fazer face a um quadro nacional e internacional de muita exigência mas que simultaneamente tem o realismo e o pragmatismo de querer assumir uma posição de responsabilidade na construção de melhores políticas públicas para o país, honrando os compromissos internacionais e não subordinar às exigências de mercados financeiros".

Defendendo que a "ideia de proximidade e de confiança atravessa toda a moção de estratégia", José Luís Carneiro defendeu um partido que "também que faça do combate à corrupção uma bandeira fundamental".

Destacou ainda as duas reformas "fundamentais" nos sistemas da justiça -- "procurando que seja mais célere, simples, democrática, acessível e transparente" -- e no sistema político com a "definição de uma nova lei de eleição para a assembleia da república que privilegie uma nova relação entre eleitos e eleitores".

Neste capítulo, disse, a moção de Seguro abre duas vias possíveis: "por um lado o caminho dos círculos eleitorais de menor dimensão ou a abertura aos círculos eleitorais uninominais".

"Essa é uma decisão que caberá aos militantes após o debate que se irá iniciar até fim de março do próximo ano", explicou.

A moção visa ainda uma reforma "da lei eleitoral para autarquias locais, constituindo executivos monocolores e reforçando os poderes de fiscalização das assembleias municipais", tendo como objetivo a "clarificação, transparência e verdade eleitoral".

A regionalização é outros dos pontos da moção que a apresenta como "caminho fundamental para eficácia das políticas públicas mas também para melhor eficiência da aplicação de recursos públicos".

O outro escolhido para apresentar a moção "O Novo Ciclo", João Ribeiro, membro do núcleo duro de Seguro e ex-dirigente da JS, apontou o caminho da "credibilização da política e dos partidos" como um dos principais desafios.

"O partido deve ser exemplar no seu funcionamento interno, deve praticar dentro o que defende no país", disse, apontando como exemplos a aproximação de eleitos e eleitores e a separação de interesses públicos e privados.

Retirar espaço ao Bloco de Esquerda foi outro dos objetivos traçados por João Ribeiro, que acusou este partido de querer ganhar votos com "propostas irresponsáveis que o Estado não pode suportar" e de, ao contrário do PS, "não ser alternativa de coisa nenhuma".

Garantindo que a eleição de Seguro abriu "uma nova oportunidade à esquerda", João Ribeiro deixou também um recado interno.

"O PS prestou contas nas eleições, não vamos continuar a prestar contas indefinidamente, em democracia não se prestam contas ao som de golpes de asa mediáticos, prestam-se contas em eleições", referiu.

 

Tópicos
PUB