Política
PS ao ataque em rentrée algarvia: "Governo falhou em toda a linha"
Dois dias depois de o PSD ter aberto a época de rentrées partidária no Calçadão da Quarteira com a tradicional Festa do Pontal, o Partido Socialista escolhe também o Algarve como cenário para o regresso à atividade política.
Os problemas na saúde, as falhas nos exames nacionais e a resposta às crises são temas que devem marcar a rentrée socialista, que se realiza este domingo em Olhão, e onde se espera que o PS aponte baterias a um Governo em estado de "degradação acelerada" e que "falhou em toda a linha".
“Falhou nas suas previsões económicas. Aliás, apresentou-se a eleições a vender um sonho que na altura o anterior secretário-geral denunciou como completamente ilusório e que agora se verifica que era o PS que tinha razão. E agora falha em toda a linha nas respostas às crises”, afirma o dirigente socialista André Moz Caldas em declarações à RTP Antena 1, destacando “a resposta ao apagão e aos incêndios do ano passado” e os atrasos nos pagamentos na sequência das tempestades de janeiro.
As pastas da Saúde, Educação e Administração Interna completam o rol de críticas. “A incompetência na gestão do setor da saúde, de que já tão pouco se fala verdadeiramente porque já se assumiu que a incompetência da ministra da Saúde é um caso crónico e já não é uma incidência aguda. Agora a incompetência do ministro da Educação, a que se junta uma situação de ainda falta de clareza nas explicações do ministro da Administração Interna e que coloca em causa o prestígio da Polícia Judiciária e da Segurança Interna no seu conjunto”, enumera o porta-voz do Secretariado Nacional do PS, sublinhando que o partido faz um “balanço muito negativo da governação” nesta rentrée política.Demissão do MAI? “O PS não tem que ser chamado a proclamar o óbvio”
André Moz Caldas considera que os casos que envolvem os ministros da Educação e da Administração Interna, e que têm colocado o Governo sob pressão nas últimas semanas, são “questões muito diferentes”. O porta-voz socialista sublinha que, na polémica em torno de Luís Neves, o PS tem sido “uma voz responsável” e procurado “dar espaço para que o ministro esclareça”, mas reforça que a situação “atingiu o limite do admissível”.
“Essa frase diz tudo e deve levar o próprio [Luís Neves] a uma reflexão e, se ele for incapaz de a fazer, ao primeiro-ministro. Será sempre o primeiro-ministro o último responsável por esta situação”, diz o ex-secretário de Estado da Presidência à rádio pública, sem falar diretamente em demissão.
“O PS não tem que ser chamado a proclamar o óbvio. Estas questões têm o seu próprio enquadramento institucional. O PS não tem como tradição andar permanentemente a pedir demissões de ministros. Exige responsabilidades ao primeiro-ministro: que lidere o Governo – coisa que está por demonstrar que tenha capacidade de fazer – e que obrigue os seus ministros a assumirem responsabilidades... ou elas transferem-se para si”.
Já sobre as falhas nos exames, o dirigente socialista descreve uma “situação de enorme gravidade” e defende que este concurso de acesso ao Ensino Superior “está para sempre manchado de dúvidas”. O partido volta a dizer que a hipótese de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito ao caso “não está descartada” e que tudo vai depender das respostas “de livre vontade” do ministro Fernando Alexandre.OE. PS admite “contribuir para viabilização” se PM clarificar posição
André Moz Caldas insiste que o PS “não criará instabilidade pela instabilidade”, mas assegura que o partido “não teme eleições e está sempre pronto a disputá-las”. Com o debate sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano a aproximar-se a passos largos, os socialistas admitem “contribuir para a viabilização”, mas exigem que o primeiro-ministro “clarifique” posições.
“O secretário-geral do PS já esclareceu que aquilo que o move de momento é que o primeiro-ministro se comprometa publicamente a não fazer uma revisão constitucional sem o Partido Socialista”, sublinha.
Mais cedo do que tem sido habitual, a rentrée socialista decorre este domingo em Olhão sob a forma de um arraial popular e com intervenções do líder do grupo parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, e do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
“De alguma maneira é o regresso a um território onde o PS já foi muito feliz e onde deseja voltar a crescer politicamente”, afirma André Moz Caldas à RTP Antena 1.
As pastas da Saúde, Educação e Administração Interna completam o rol de críticas. “A incompetência na gestão do setor da saúde, de que já tão pouco se fala verdadeiramente porque já se assumiu que a incompetência da ministra da Saúde é um caso crónico e já não é uma incidência aguda. Agora a incompetência do ministro da Educação, a que se junta uma situação de ainda falta de clareza nas explicações do ministro da Administração Interna e que coloca em causa o prestígio da Polícia Judiciária e da Segurança Interna no seu conjunto”, enumera o porta-voz do Secretariado Nacional do PS, sublinhando que o partido faz um “balanço muito negativo da governação” nesta rentrée política.Demissão do MAI? “O PS não tem que ser chamado a proclamar o óbvio”
André Moz Caldas considera que os casos que envolvem os ministros da Educação e da Administração Interna, e que têm colocado o Governo sob pressão nas últimas semanas, são “questões muito diferentes”. O porta-voz socialista sublinha que, na polémica em torno de Luís Neves, o PS tem sido “uma voz responsável” e procurado “dar espaço para que o ministro esclareça”, mas reforça que a situação “atingiu o limite do admissível”.
“Essa frase diz tudo e deve levar o próprio [Luís Neves] a uma reflexão e, se ele for incapaz de a fazer, ao primeiro-ministro. Será sempre o primeiro-ministro o último responsável por esta situação”, diz o ex-secretário de Estado da Presidência à rádio pública, sem falar diretamente em demissão.
“O PS não tem que ser chamado a proclamar o óbvio. Estas questões têm o seu próprio enquadramento institucional. O PS não tem como tradição andar permanentemente a pedir demissões de ministros. Exige responsabilidades ao primeiro-ministro: que lidere o Governo – coisa que está por demonstrar que tenha capacidade de fazer – e que obrigue os seus ministros a assumirem responsabilidades... ou elas transferem-se para si”.
Já sobre as falhas nos exames, o dirigente socialista descreve uma “situação de enorme gravidade” e defende que este concurso de acesso ao Ensino Superior “está para sempre manchado de dúvidas”. O partido volta a dizer que a hipótese de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito ao caso “não está descartada” e que tudo vai depender das respostas “de livre vontade” do ministro Fernando Alexandre.OE. PS admite “contribuir para viabilização” se PM clarificar posição
André Moz Caldas insiste que o PS “não criará instabilidade pela instabilidade”, mas assegura que o partido “não teme eleições e está sempre pronto a disputá-las”. Com o debate sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano a aproximar-se a passos largos, os socialistas admitem “contribuir para a viabilização”, mas exigem que o primeiro-ministro “clarifique” posições.
“O secretário-geral do PS já esclareceu que aquilo que o move de momento é que o primeiro-ministro se comprometa publicamente a não fazer uma revisão constitucional sem o Partido Socialista”, sublinha.
Mais cedo do que tem sido habitual, a rentrée socialista decorre este domingo em Olhão sob a forma de um arraial popular e com intervenções do líder do grupo parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, e do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
“De alguma maneira é o regresso a um território onde o PS já foi muito feliz e onde deseja voltar a crescer politicamente”, afirma André Moz Caldas à RTP Antena 1.