PSD quer ouvir presidente do instituto Camões no parlamento sobre cooperação
O grupo parlamentar do PSD pediu a audição, no parlamento, do presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, para perceber as prioridades e o estado atual dos projetos de cooperação.
"Tendo o Camões -- Instituto da Cooperação e da Língua por missão propor e executar a política de cooperação portuguesa e a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro, sendo um instrumento vital na diplomacia do nosso país, será importante dar a conhecer à Assembleia da República as prioridades e o estado atual dos projetos de cooperação em vigor", afirmam os deputados social-democratas no requerimento hoje entregue na Assembleia da República.
No documento, os parlamentares referem também que é objetivo da eventual audição do diplomata João Ribeiro de Almeida, que iniciou as suas funções como presidente do Camões a 01 de novembro de 2020, saber quais "as medidas e ações no domínio da promoção do ensino da língua [portuguesa] e da divulgação da cultura portuguesa no estrangeiro", que, pretende desenvolver no futuro.
"A política de cooperação para o desenvolvimento é um vetor chave da política externa portuguesa, que assenta num consenso nacional alargado entre as principais forças políticas e a sociedade civil", sublinham.
Esta tem como objetivo "a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável dos países parceiros, num contexto de respeito pelos direitos humanos, pela democracia e pelo Estado de direito", realçam os parlamentares num documento assinado pelos deputados da comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
Para os parlamentares, em tempo de pandemia no mundo, tona-se ainda mais "importante perceber o papel que Portugal tem a nível global, através da cooperação, e em áreas essenciais para ajudar as populações de países parceiros a serem mais resilientes".
O instituto Camões é o agente dinamizador da cooperação portuguesa e tem levado a cabo vários projetos junto de países parceiros, que são vitais para o seu desenvolvimento, "mas mais concretamente, no âmbito da saúde e agricultura, áreas chave para fazer face às dificuldades e desafios hodiernos trazidos pela pandemia de covid-19", concluem.