Política
"Quando eu quiser candidatar-me, candidato-me". Passos Coelho volta "mais livre" ao espaço mediático
O antigo governante dá uma longa entrevista ao jornal Eco, na qual afirma não excluir "qualquer coisa que venha a fazer no futuro".
Na sequência de várias aparições com visibilidade pública nas últimas semanas, o antigo primeiro-ministro volta a falar explicando que agora se sente “mais livre para poder intervir” e dizer o que pensa, uma vez que já foi eleito um novo presidente da República.
"Eu não tencionava dar uma entrevista a dizer: Não, eu não quero ser candidato a presidente da República. Por isso não quis intervir, não quis participar”, afirma ao jornal Eco, na entrevista publicada esta segunda-feira.Agora que a questão está ultrapassada, com a eleição de António José Seguro, Passos Coelho diz que não está "a correr atrás nada" mas também não exclui "qualquer coisa que venha a fazer no futuro".
Por agora, manifesta a sua opinião em relação ao caminho seguido por Luís Montenegro. Considera que o atual primeiro-ministro devia ter optado por um quadro que garantisse mais estabilidade e que devia ter tentado um acordo com o Chega e a Iniciativa Liberal.
“Só o tempo demonstraria se era possível ou não, mas desejável era, e deveria ter sido tentado”.
“Só o tempo demonstraria se era possível ou não, mas desejável era, e deveria ter sido tentado”.
E, tal como em intervenções anteriores recentes, mostra-se desiludido com a ambição reformista do atual Governo. "Para já, os sinais que se conhecem, os que são públicos, são tímidos”, afirma.
Uma posição reafirmada dias depois de André Ventura ter avançado com a proposta de criação de uma comissão no Parlamento dedicada precisamente à reforma do Estado, desde a área dos impostos à Administração Pública.
Uma comissão que, para o líder do Chega, deve ser presidida por Pedro Passos Coelho.