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Raúl Vaz observa que António Costa deixou em aberto candidatura à liderança do PS

Raúl Vaz observa que António Costa deixou em aberto candidatura à liderança do PS

O comentador da Antena1 de assuntos políticos Raúl Vaz considera que o facto de António Costa ter defendido a união do PS e ter mantido o tabu quanto à sua candidatura à liderança do partido nas eleições diretas de abril indiciam que ainda se poderá candidatar ao cargo de secretário-geral socialista.

Sandra Henriques /

Foto: António Cotrim, Lusa

António Costa saiu da Comissão Política do PS com um apelo à união do partido tendo em vista as eleições autárquicas, mas a última frase que disse aos jornalistas indicia que ainda se poderá candidatar à liderança dos socialistas. “Vamos ver nos próximos dias”, afirmou.

Face a estas declarações, Raúl Vaz recorda o que Costa disse no último congresso do PS, ou seja, que não seria compatível o cargo autárquico com a liderança do partido: “Esse é um pormenor que pode justificar a atitude de António Costa, porque o presidente da Câmara de Lisboa pode querer surgir aos portugueses de uma forma diferente, ou seja, de que fiz tudo para que a minha situação fosse apenas a questão de Lisboa, mas os acontecimentos não o permitiram, e, numa situação de excecionalidade, sou obrigado a avançar para a liderança do partido”.

O comentador da Antena1 de assuntos políticos acredita que a primeira preocupação de Costa foi “preservar as autárquicas, nomeadamente a sua candidatura a Lisboa”.

“António José Seguro fica nas mãos daquilo que os seus críticos internos quererão fazer ou avaliar nos próximos dias. Parece-me que este cachimbo da paz fumado entre os dois principais adversários no PS não é a melhor forma – depois do que aconteceu nos últimos tempos – de o PS se apresentar de uma forma responsável”, argumenta. Raúl Vaz duvida mesmo de que Seguro e Costa consigam trabalhar em conjunto, mas os próximos dias ditarão o futuro do partido.

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