Política
Reunião entre Ventura e Montenegro sobre pacote laboral terminou sem acordo
André Ventura esteve cerca de uma hora e meia reunido com Luís Montenegro em São Bento. No final, o presidente do Chega adiantou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O líder do Chega anunciou, após uma reunião com o primeiro-ministro acerca do pacote laboral, que não foi possível alcançar um entendimento, já que continuam a existir divergências "de fundo".
“Até ao momento não foi possível chegar a um entendimento sobre estas matérias. Da parte do Chega, ficou de forma mais detalhada a identificação dos pontos que são para nós necessários do ponto de vista do trabalho e dos objetivos”, declarou André Ventura aos jornalistas no final do encontro.
Da parte do Governo e do primeiro-ministro “ficou claro as suas posições referentes a alguns destes pontos, onde há convergência e onde não há”, acrescentou.
“É sabido que há matérias de fundo que separam os dois partidos”, nomeadamente “a questão das reformas” ou do “pagamento substantivo ao trabalho por turnos em Portugal”, assim como “a reposição das férias quer no setor privado, quer no setor público”, relembrou Ventura.
O líder do Chega disse ter transmitido ao primeiro-ministro que não faz “sentido algum que os salários dos políticos tivessem sido repostos e as férias que tinham sido cortadas durante a Troika não fossem repostas”.
“Esse para nós era um princípio essencial”, vincou, dizendo que o Chega considera que a legislação laboral “está mal feita e estava mal desenhada desde o início”.
O líder partidário voltou a defender o “desenvolvimento de uma licença especial para que os avós possam cuidar dos netos e do trabalho feito nessa área” e a eliminação “de qualquer restrição aos direitos de amamentação, como o Governo tinha inicialmente previsto”, pedindo ainda que as questões relacionadas com o luto gestacional e com a licença parental sejam corrigidas.
“Por isso, mantivemos na reunião que tive com o primeiro-ministro (…) a linha daquilo que tínhamos dito até agora e que são exigências fundamentais para esta alteração”, avançou.
André Ventura defendeu ainda que “não podemos estar a fazer reformas à legislação laboral e deixar em vigor ou em implantação uma das maiores vergonhas nacionais que temos assistido, que é a questão das subvenções políticas vitalícias”.
“O nosso objetivo é acabar com todas as subvenções vitalícias políticas em Portugal e poder revisitar, inclusivamente, as que foram injusta e ilegalmente pagas, milhares de euros todos os meses por mero privilégio político”, declarou.
O presidente do Chega destacou ainda a questão das reformas e a “substantiva divergência entre as posições dos partidos”, reiterando que o seu partido mantém a intenção de baixar a idade da reforma.
“Por isso, mantivemos na reunião que tive com o primeiro-ministro (…) a linha daquilo que tínhamos dito até agora e que são exigências fundamentais para esta alteração”, avançou.
André Ventura defendeu ainda que “não podemos estar a fazer reformas à legislação laboral e deixar em vigor ou em implantação uma das maiores vergonhas nacionais que temos assistido, que é a questão das subvenções políticas vitalícias”.
“O nosso objetivo é acabar com todas as subvenções vitalícias políticas em Portugal e poder revisitar, inclusivamente, as que foram injusta e ilegalmente pagas, milhares de euros todos os meses por mero privilégio político”, declarou.
O presidente do Chega destacou ainda a questão das reformas e a “substantiva divergência entre as posições dos partidos”, reiterando que o seu partido mantém a intenção de baixar a idade da reforma.