Salário mínimo e demografia no centro dos programas eleitorais

| Política
Salário mínimo e demografia no centro dos programas eleitorais

A ver: Salário mínimo e demografia no centro dos programas eleitorais

Centenas de páginas com centenas de propostas - umas mais concretas do que outras. Os vários partidos prometeram aumentar o salário mínimo. A natalidade e o envelhecimento ativo ocupam grande parte dos programas eleitorais.

O Salário Mínimo Nacional entra sempre nas campanhas eleitorais e quase sempre com os partidos defenderem um aumento. As diferenças estão no quanto e no como.

O valor mais ambicioso está na CDU: 850 euros. O programa não fixa uma data, mas a medida está inserida naquilo a que a coligação chama de "emergência salarial".

O PSD quer um aumento progressivo que chegue, pelo menos, aos 700 euros no último ano da legislatura. No público e no privado. Sempre negociado na concertação social.

O PS também quer mais Salário Mínimo. Não adianta valores. Apenas refere que deve ser uma subida sustentada, tendo em conta a evolução global dos salários e os principais indicadores económicos.

Para além de um aumento, o Bloco de Esquerda defende a harmonização entre o sector público e o privado. Mas não há referência a valores.

Bloco de Esquerda e CDS ainda não têm o programa fechado. Sobre o Salário Mínimo, os centristas dizem que é uma matéria que deve ser acordada em concertação social.

A demografia é uma das grandes preocupações dos programas eleitorais. Os partidos querem ver mais crianças a nascer e procuram respostas para um país com cada vez mais cabelos brancos.

Da esquerda à direita: alargar e flexibilizar as licenças parentais; aprofundar a partilha desse tempo entre os pais.

O CDS quer ainda que uma parte da licença possa ser gozada pelos avós. O partido defende creches para todas as crianças e para isso o Estado deve criar um regime de contratualização com o setor social e privado.
O PS pretende "estimular" o alargamento da rede de creches e criar o "complemento-creche" - um valor garantido e universal que apoie as famílias a partir do segundo filho.

Aumentar o abono de família até aos seis anos é outra das propostas. Neste capítulo, o PSD quer rever os escalões do abono de família para aumentar o número de beneficiários. A partir do segundo filho o valor será maior. Os sociais-democratas também querem criar uma rede nacional de creches e jardins-de-infância "tendencialmente gratuitos".

No programa da CDU está a construção de uma rede pública de creches: crianças até aos três anos não pagam. A coligação defende ainda Abono de família para todos e uma valorização dos montantes atribuídos.

O Bloco de Esquerda propõe que o horário de trabalho dos pais de crianças até aos três anos seja reduzido e que os direitos sejam alargados para quem tem filhos com doenças crónicas.

Ser sénior não é ser velho. Os partidos sabem disso e querem uma terceira idade mais ativa e menos isolada.

O PSD quer uma transição mais lenta para a aposentação: ou seja, que antes de chegar à idade da reforma seja possível trabalhar a tempo parcial.

Há uma proposta semelhante no programa eleitoral socialista. O PS promete continuar o aumento das pensões, mas sem pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social.

A CDU concretiza: aumento mínimo de 40 euros ao longo da legislatura para todos. O Bloco de Esquerda não refere valores mas também defende que todas as pensões devem ser atualizadas anualmente.

Para o CDS é preciso criar um regime de faltas ao trabalho para quem cuida dos pais. Sempre negociado em concertação social.

Ficam a faltar as propostas do Partido Pessoas Animais e Natureza.
O programa eleitoral só está pronto no final de agosto e as férias impediram que houvesse respostas às perguntas da RTP.


A informação mais vista

+ Em Foco

Em 7 de outubro de 1944, os trabalhadores forçados do Sonderkommando de Auschwitz-Birkenau atacaram os guardas da SS.

Estamos em plena campanha para as Legislativas. Não queremos aqui influenciar o seu voto, mas tratar as dúvidas que nos apareceram a nós e que podem também ser as suas.

    Os portugueses escolhem os seus representantes a 6 de outubro. Acompanhe aqui a campanha, os debates e toda a informação sobre as Eleições Legislativas.

      Em cada uma destas reportagens ficaremos a conhecer as histórias de pessoas ou de projectos que, por alguma razão, inspiram ou surpreendem.