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Secretário-geral do PS quer "plano de mitigação dos efeitos" na economia

Secretário-geral do PS quer "plano de mitigação dos efeitos" na economia

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu hoje que o Governo deve "preparar um plano de mitigação dos efeitos" da guerra no Irão nos combustíveis, bens alimentares e nos custos dos empréstimos à habitação.

Lusa /
Foto: José Sena Goulão - Lusa

"O Governo deve preparar um plano de mitigação dos efeitos desta guerra no Médio Oriente, que não apenas tenha efeito nos combustíveis, mas também possa ter efeitos na redução dos custos dos bens alimentares e dos custos com os empréstimos à habitação", afirmou aos jornalistas.

José Luís Carneiro falava à entrada de uma reunião com militantes para a apresentação da recandidatura a secretário-geral do PS, na Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores.

O líder socialista alertou que as "circunstâncias económicas vão-se agravar nos próximos tempos" devido à situação internacional e considerou a redução do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) uma "medida escassa nos seus efeitos".

"A medida que o governo anunciou de redução de 13 cêntimos do ISP corresponde ao aumento que acabou de fazer em final de dezembro. O governo tem mesmo de dizer se quer ou não quer tomar decisões que tenham efeitos concretos na redução do ISP", declarou.

José Luís Carneiro avançou que marcou para segunda-feira um encontro com "empresas ligadas ao setor dos transportes e distribuição alimentar" e avisou que os "efeitos nocivos" da guerra no Irão deverão ser "profundos e duradouros".

"O governo deve antecipar os efeitos e não andar a correr atrás do prejuízo".

Questionado sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos, o secretário-geral do PS lembrou que o primeiro-ministro "deu a própria palavra" na Assembleia República (AR) de que não existiram movimentos à margem do acordo bilateral.

"Temos de querer na palavra do primeiro-ministro na AR que foi a que não houve movimentos antes, nem depois à margem do acordo bilateral. Temos de fazer fé na palavra do primeiro-ministro porque se a palavra do primeiro-ministro falhasse num assunto tão estratégico então haveria um problema de credibilidade", reforçou.

José Luís Carneiro reconheceu que os Estados Unidos são um "aliado estratégico fundamental" para Portugal, mas salientou que a Base das Lajes "deve ser utilizada para respeitar e defender o direito internacional e a carta das Nações Unidas".

"Se eu estivesse no lugar do primeiro-ministro não deixaria de dizer a um dos nossos aliados mais importantes de que a decisão que tomou é uma decisão errada, ilegal e ilegítima à luz do direito internacional", insistiu.

Sobre a situação dos Açores, o líder do PS alertou que a região está a "viver um momento crítico da sua vida económica e social" e defendeu a estratégia do partido para "transformar" a economia açoriana.

"Pude ouvir várias personalidades representativas do tecido económico e social e estão a encontrar sérias dificuldades, nomeadamente no setor turismo, construção civil, na qualificação e fixação da população mais jovem e problemas sérios na mobilidade", vincou.

Carneiro garantiu que o PS acompanha "investimentos" que o governo deve realizar nas infraestruturas de Justiça e militares localizadas na região e defendeu que o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) também deve implementar medidas perante os efeitos da situação no Médio Oriente.

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