Seguro pede melhor planeamento em país "muito bom" no improviso
Na perspetiva do Presidente da República, “não há milagres, mas pode o Estado responder de uma forma mais eficiente e mais eficaz”.
Seguro quis ainda saber se aquela unidade de saúde tinha algum gerador ou se está previsto que venha a ter nas obras de requalificação.
“Uma das aprendizagens desta infeliz catástrofe é precisamente o de garantir que unidades que são críticas em termos de apoio à população tenham essa capacidade de manter o fornecimento de energia elétrica aos seus equipamentos e aos seus técnicos através de geradores. Isso era crucial”, defendeu o chefe de Estado.
O dia da caravana tinha começado com uma visita a uma habitação na localidade da Sorieira, na freguesia de Seiça, no concelho de Ourém, onde o mau tempo fez ruir uma parede e levou parte do telhado.
Elsi Silva, com dois filhos menores, é a proprietária da casa visitada, onde vivia há quatro anos e que teve de ser realojada.
À porta, outras mulheres partilharam com o chefe de Estado a tristeza de verem as suas habitações afetadas pelo mau tempo e de terem sido obrigadas a aceitar realojamento.
Seguro não ficou indiferente à emoção de Maria de Sousa, de 70 anos, que passou a viver com o marido e o filho numa habitação cedida pela Câmara Municipal, mas que espera regressar rapidamente a sua casa.
“Tem de ir à Câmara, falar aos serviços sociais, que estão a acompanhar esta situação e perguntar como é que está a sua situação. Vai lá à Câmara e diz eu venho saber como é que está a situação, para se inteirar”, aconselhou.
Nesta ocasião, o Presidente da República pediu ainda à mulher que continuasse a ter esperança, sublinhando que a Câmara de Ourém tem estado a ajudar.
Seguro visita Ferreira do Zêzere
A visita decorre no centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere.
Seguro dedica segundo dia da presidência aberta ao distrito de Santarém
O chefe de Estado dedica o segundo dia da sua primeira presidência aberta ao distrito de Santarém, terminando com a reunião semanal com o primeiro-ministro, em Tomar, após uma jornada de visitas a casas afetadas pelo mau tempo.
Tomar, escolhida como sede para esta presidência aberta, vai ser palco da habitual reunião semanal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a quem António José Seguro levará, entre outros temas, a exigência das populações para reabrir um troço da estrada nacional 2, entre Pedrógão Pequeno e Pedrógão Grande.
Encontro com Montenegro marcado para as 17h00, o dia de Seguro começa às 10h00, em Ourém, para visitar casas afetadas pelas tempestades.
Esta visita acontece no dia em que termina o prazo para apresentar candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelo mau tempo.
Depois, a comitiva segue para o Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere e, pela hora do almoço, volta a visitar casas que ficaram danificadas pelo mau tempo, desta vez em Mação.
Para as 16h00 está marcada a assinatura de um protocolo entre a Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do país e fundações, uma cerimónia que vai acontecer no núcleo museológico da Central Elétrica de Tomar.
No primeiro dia, o Presidente da República disse aos jornalistas que o seu objetivo com esta Presidência aberta era mostrar o que está atrasado e acelerar os apoios e apelou aos portugueses para que façam férias naquelas zonas.
Na segunda-feira, as seguradoras informaram que já pagaram 303 milhões de euros em indemnizações por danos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro, calculando que os estragos cobertos superem 1.000 milhões de euros.
Presidente pressiona governo sobre apoios a perdas pelo mau tempo
No primeiro dia de presidência aberta em concelhos afetados pelas tempestades, António José Seguro queixou-se dos apoios que tardam para habitações e empresas.