Seguro apela ao voto porque "sondagens não elegem presidentes"

Seguro apela ao voto porque "sondagens não elegem presidentes"

 O candidato presidencial António José Seguro alertou hoje que "sondagens não elegem presidentes" e apelou ao voto, sublinhando que lidera uma candidatura que já não é só sua, "é uma candidatura de Portugal, uma candidatura dos portugueses".

Lusa /
Rodrigo Antunes - Lusa

No Porto, ao lado do presidente da Câmara, Pedro Duarte, eleito pela coligação PSD/CDS/IL, António José Seguro mostrou-se otimista com um bom resultado na corrida a Belém, mas advertiu: "As sondagens não elegem presidentes Ainda ontem ouvi pessoas dizerem-me que isto está a ganho. Não, não está a ganho".

"É preciso que cada portuguesa e cada português vote. E o maior número de votos é importante para que o próximo Presidente da República, que espero que seja eu, saia com uma legitimidade eleitoral reforçada", referiu.

Questionado sobre os apoios que tem vindo a receber de vários quadrantes políticos, o candidato mostrou-se feliz, mas reforçou que no dia das eleições é preciso ir votar.

"Tenho sentido que esta candidatura já não é uma candidatura só minha, é uma candidatura de Portugal, é uma candidatura dos portugueses, é uma candidatura de todos os democratas, dos progressistas, dos humanistas", disse

António José Seguro visitou esta manhã o Regimento de Bombeiros Sapadores do Porto e aproveitou para "expressar a solidariedade e também lamentar as ocorrências que houve em determinadas zonas do país" a propósito da depressão "Ingrid".

"Sei que há vítimas humanas, não no sentido de haver mortos, felizmente, mas desalojados e que houve também consequências em termos de bens patrimoniais. Espero que a situação esteja agora mais amena, mas é uma preocupação que tenho e que vou acompanhando durante todo o dia", disse.

No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.

O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

Tópicos
PUB