Seguro responde às críticas da esquerda e insiste em compromissos: "Chega de conversa"

Em campanha pelo Alentejo Litoral, António José Seguro foi até Grândola, no distrito de Setúbal, pedir menos conversa, mais ação e compromissos para resolver os problemas dos portugueses.

João Alexandre /

Foto: José Coelho, Lusa

Pelas ruas da cidade, onde foi cumprimentando e conversando com quem passava, o candidato apoiado pelo PS mostrou-se confiante nos números das sondagens - que o vão colocando na rota da segunda volta -, mas quis, sobretudo, insistir numa ideia que, dia após dia, repete: é preciso que todos se entendam para resolver problemas.

"Se votarem em mim, têm um presidente de equilíbrio, exigente e, sobretudo, que vai trabalhar de modo a que se crie uma nova cultura política no país, que é uma cultura focada em encontrar soluções. Chega de conversa", disso o candidato, minutos antes de uma visita ao Núcleo Museológico de Grândola e de ouvir a canção "Grândola Vila Morena" pela voz de três grandolenses.

No mesmo sentido, o candidato reiterou que quer ser o chefe de Estado capaz de "juntar todos em volta da mesma mesa" e que em áreas como a saúde vai obrigar a que "não saiam dessa sala sem encontrar as soluções duradouras para resolver os problemas dos portugueses.

Quanto às mais recentes sondagens, António José Seguro não esconde que reforçam o ânimo, mas acrescenta que é esse o sentimento que lhe tem sido transmitido durante a campanha: "É uma tendência favorável. Eu sinto isso na rua, que este movimento está a crescer”, disse, numa ação de campanha onde teve a companhia da eurodeputada e ex-ministra Ana Catarina Mendes e de alguns deputados eleitos por Setúbal.

"Eu não me engano nos meus adversários", responde a Catarina Martins

Em resposta aos jornalistas - ainda antes de rumar a Setúbal para visitar a associação YMCA e ouvir cantar As Janeiras -, o ex-líder do PS respondeu ainda a Catarina Martins, depois de a candidata apoiada pelo BE ter afirmado que Seguro quer agregar os votos à esquerda para "poder voltar a orgulhar-se de apoiar ou de viabilizar cortes contra a Constituição".

"Eu não me engano nos meus adversários", disse, de forma breve, António José Seguro, que insistiu que "só há um candidato do centro-esquerda e da esquerda" capaz de passar à segunda volta, defendendo que esse é "um facto".

E concluiu: "O voto no Seguro é que garante que quem defende a dignidade, quem defende o Estado social, quem defende a nossa Constituição está na segunda volta. O voto em mim é um voto contra o extremismo, contra os populismos. É o voto que conta".


PUB