Economia
"Situação poderá agravar-se". Von der Leyen alerta para os preços da energia
A presidente da Comissão Europeia antecipa o agravamento da pressão sobre os preços da energia com a chegada do inverno. Ursula von der Leyen defende que a União Europeia tem de "agir agora para proteger aqueles que mais precisam e para garantir que saímos desta crise mais fortes do que entrámos nela".
Na intervenção que fez esta terça-feira durante um debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a líder do Executivo comunitário revelou que, desde o final de fevereiro, os preços do gás aumentaram 140 por cento, enquanto os preços do gasóleo duplicaram. "Todos sentimos estes custos [energéticos] mais elevados. As empresas estão sob forte pressão, as pessoas têm dificuldades em pagar as suas contas e esta situação poderá agravar-se à medida que nos aproximamos do inverno", afirmou von der Leyen.
Entre as medidas que defende, a presidente da Comissão Europeia aponta o apoio aos setores industriais mais expostos através de um quadro temporário de auxílios estatais e o apoio às famílias mais vulneráveis. "O apoio tem de ser direcionado e não podemos distribuir apoios indiscriminadamente".
"Estou consciente de que não é fácil equilibrar todas as limitações. Estou também consciente da difícil situação orçamental dos Estados-membros, mas gostaria de alertar para os riscos de grandes cortes", disse Ursula von der Leyen. Isto porque "isso poderia significar cortes profundos em prioridades fundamentais" que foram acertadas por todos.
Em causa está o Quadro Financeiro Plurianual (QFP), que define as prioridades e os limites de despesa da UE, para o período 2028-2034.
Entre as medidas que defende, a presidente da Comissão Europeia aponta o apoio aos setores industriais mais expostos através de um quadro temporário de auxílios estatais e o apoio às famílias mais vulneráveis. "O apoio tem de ser direcionado e não podemos distribuir apoios indiscriminadamente".
A médio e longo prazo, a presidente da Comissão defendeu a redução da dependência dos combustíveis fósseis e a sua substituição por eletricidade limpa produzida na Europa.
Na intervenção que antecede a reunião do Conselho Europeu de meados de outubro, Ursula von der Leyen alertou também para os riscos de grandes cortes no próximo orçamento da União Europeia (UE) até 2034.
Ursula von der Leyen deu o exemplo da atual crise energética de preços que é "mais um lembrete de que o próximo orçamento de longo prazo precisa de estar à altura dos muitos desafios que a Europa enfrenta".