"Só não cria inimigos quem não toma nenhuma decisão" diz Marques Mendes

O candidato presidencial Luís Marques Mendes afirmou hoje não se arrepender de ter criado alguns inimigos dentro do partido, defendeu que a vida política tem de ser feita de convicções e prometeu manter essa linha se for eleito.

Lusa /

No Mercado do Bolhão, por onde passou hoje à tarde no âmbito da sua campanha presidencial, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado pela comunicação social se "não se arrepende de ter criado tantos inimigos ao longo da sua vida política".

"Não, por uma razão muito simples. Uma pessoa tem de fazer a sua vida política em função de convicções", disse.

Mendes recordou que há 20 anos, quando era líder do PSD, criou alguns inimigos quando travou a recandidatura de alguns autarcas do partido, como Isaltino Morais ou Valentim Loureiro.

"Eram pessoas que tinham problemas sérios de imagem, de credibilidade, de problemas com a justiça. O que é que eu havia de fazer? O que é que as pessoas dizem aos políticos? Tem de cortar a direito, tem de ser corajoso, tem de ser impoluto. Foi isso que eu fiz", afirmou.

O candidato admitiu que há inimigos que se mantêm hoje por causa dessas decisões.

"Mas as convicções são mais importantes e é assim que eu serei como Presidente da República. Em primeiro lugar, as convicções. A coragem de tomar decisões, a coragem de acreditar, a coragem da decência política. Isso eu não vou mudar aos 68 anos, tal como fiz há 20 anos", disse.

E acrescentou: "Criam-se inimigos, sim. Só não cria inimigos quem não toma nenhuma decisão", reforçou.

 

 

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