Política
Sócrates preconiza austeridade em discurso de Natal
O primeiro-ministro aproveitou esta noite a sua mensagem de Natal ao país para tentar justificar as medidas de austeridade a pôr em prática em 2011, socorrendo-se do argumento de que “está em causa” o “financiamento da economia” e a “credibilidade do Estado”. Dizendo-se consciente “do esforço que está a ser pedido”, José Sócrates tornou a insistir em palavras como “responsabilidade” e “determinação”.
“Crise” foi um substantivo subjacente ao Natal de 2010, na aproximação a um novo ano que trará dificuldades acrescidas para os bolsos dos portugueses. “A crise”, reconheceu o primeiro-ministro na noite de sábado, “deixou as suas marcas, que ainda aí estão”. Sobretudo no que toca à confiança dos mercados na capacidade do país para fazer face ao seu endividamento externo.
“O que está em causa é o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português e o próprio modelo social em que queremos viver. Tenho plena consciência do esforço que está a ser pedido a todos os portugueses, mas quero que saibam que este é o único caminho que protege o país e que defende o interesse nacional”, sustentou Sócrates na sua habitual mensagem de Natal.
“Virar a página desta crise e garantir um futuro melhor para a economia e para todos os portugueses”, insistiu o governante, são os objectivos do “caminho” traçado para 2011.
“A energia interior”
Outra das ideias recuperadas pelo primeiro-ministro foi a de que “todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes”. Isto para “antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros”.
“O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação, com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir”, afirmou Sócrates, depois de voltar a dizer que já encontra sinais “animadores” na economia, “em particular com o bom crescimento das exportações”.
No mesmo tom, reiterou: “Os portugueses sabem que não sou de desistir, nem sou de me deixar vencer pelas dificuldades. Pelo contrário, é nestes momentos que mais sinto a energia interior e o sentido do dever para apelar à mobilização dos portugueses”.
Concertação social
O acordo firmado em sede de concertação social para um aumento faseado do salário mínimo em 2011 – sem a chancela da CGTP – esteve também em destaque na mensagem de José Sócrates. Assim como o pacote de 50 medidas para a economia e o mercado de trabalho, ou os progressos que o Governo reivindica nos domínios das energias renováveis, das tecnologias de informação e da educação.
A intervenção acabou com o primeiro-ministro a dirigir-se a militares e operacionais de forças de segurança em missões externas e às comunidades de emigrantes. “A todos quero expressar reconhecimento e orgulho pelo trabalho que desenvolvem, honrando e dignificando o nome de Portugal”, concluiu.
“O que está em causa é o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português e o próprio modelo social em que queremos viver. Tenho plena consciência do esforço que está a ser pedido a todos os portugueses, mas quero que saibam que este é o único caminho que protege o país e que defende o interesse nacional”, sustentou Sócrates na sua habitual mensagem de Natal.
“Virar a página desta crise e garantir um futuro melhor para a economia e para todos os portugueses”, insistiu o governante, são os objectivos do “caminho” traçado para 2011.
“A energia interior”
Outra das ideias recuperadas pelo primeiro-ministro foi a de que “todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes”. Isto para “antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros”.
“O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação, com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir”, afirmou Sócrates, depois de voltar a dizer que já encontra sinais “animadores” na economia, “em particular com o bom crescimento das exportações”.
No mesmo tom, reiterou: “Os portugueses sabem que não sou de desistir, nem sou de me deixar vencer pelas dificuldades. Pelo contrário, é nestes momentos que mais sinto a energia interior e o sentido do dever para apelar à mobilização dos portugueses”.
Concertação social
O acordo firmado em sede de concertação social para um aumento faseado do salário mínimo em 2011 – sem a chancela da CGTP – esteve também em destaque na mensagem de José Sócrates. Assim como o pacote de 50 medidas para a economia e o mercado de trabalho, ou os progressos que o Governo reivindica nos domínios das energias renováveis, das tecnologias de informação e da educação.
A intervenção acabou com o primeiro-ministro a dirigir-se a militares e operacionais de forças de segurança em missões externas e às comunidades de emigrantes. “A todos quero expressar reconhecimento e orgulho pelo trabalho que desenvolvem, honrando e dignificando o nome de Portugal”, concluiu.