Política
Spinumviva. Gabinete do primeiro-ministro divulga lista de 13 clientes
Numa nota enviada esta quinta-feira pelo gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro divulgou a lista de 13 clientes da Spinumviva.
Em comunicado, o primeiro-ministro indica que entregou a lista de clientes da Spinumviva à Entidade para a Transparência no dia 29 de abril de 2025 e que, na altura, "solicitou que o conteúdo dessa informação não fosse publicitado por razões de natureza jurídica".
Uma vez que a Entidade para a Transparência "discordou da interpretação do primeiro-ministro, o que suscitou um recurso para o Tribunal Constitucional", que concluiu que tal recurso tinha sido apresentado "fora do prazo".
O primeiro-ministro revela que "nos últimos dias" recebeu "38 notificações" da Entidade para a Transparência (EpT) que "se destinam a pedir a repetição da informação prestada em abril de 2025".
"A informação que será agora acessível na plataforma da EpT já foi pública" após fuga parlamentar "e não trará nenhuma novidade", adianta Montenegro, antes de enumerar a lista de clientes.
O gabinete do chefe de Governo enumera no esclarecimento a lista completa dos clientes da empresa:
Radio Popular, SA Lopes Barata, Consultoria e Gestão, Lda CLIP - Colégio Luso Internacional do Porto, SA Ferpinta - Indústrias de Tubo de Aço de Fernando Pinho Teixeira, S.A. Solverde, Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, S.A Cofina S.A. Grupo Joaquim de Barros Rodrigues & Filhos Lda, Rodáreas - Áreas de Serviço, Lda, ITAU SA Sogenave SA Portugalenses Transportes SA Beetsteel INETUM PORTUGAL SA Grupel SA
A lista é divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro "para que não se fique dependente de burocracias exageradas e dificuldades operativas incompreensíveis da plataforma digital".
Acrescenta que se "antecipa" a publicitação "da já conhecida lista de clientes, mesmo antes de ela estar disponível na dita plataforma".
“Não houve ocultação de informação aos serviços jurídicos do Cejure”, assegurou ainda. “A notícia sugere que o primeiro-ministro ocultou informação dos serviços do Estado a que recorreu. Esta afirmação não corresponde à verdade”.