Política
Eleições Legislativas 2025
Spinumviva, reforma da Justiça, governabilidade, apagão e eutanásia - o debate da Rádio
Spinumviva. O tema promete continuar a marcar a campanha e abriu o último debate a oito, esta segunda-feira, na rádio.
À defesa, o líder do PSD, Luís Montenegro, insistiu que não foram cometidas ilegalidades. Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, repetiu argumentos para concluir que Montenegro “não tem a idoneidade necessária” para o cargo de primeiro-ministro.
Sem comentar a atuação do Ministério Público, o liberal Rui Rocha puxa dos galões da responsabilidade para atirar aos restantes partidos que “ainda ninguém conseguiu explicar aos portugueses qual foi a necessidade de eleições”. Pelo Livre, Rui Tavares contrapôs que “a Spinumviva permanece um potencial veículo de influência e temos todos que confiar na palavra do primeiro-ministro de que ele não faz fretes”.
Paulo Raimundo, da CDU, insistiu na autonomia da justiça e a bloquista Mariana Mortágua alertou que “a justiça não devia interferir na política e a política não pode interferir na justiça, mas isso não quer dizer que não possamos questionar os tempos de determinados anúncios e as fugas de informação seletivas”.
Uma das grandes questões destas eleições está relacionada com a estabilidade política pós-18 de maio. O presidente da República quer saber com que base de apoio contam os partidos para assegurar a governabilidade. Assunto que gerou um bate boca entre os líderes do PSD e do PS e vários apelos ao voto útil.
PSD, PS, IL, PAN e Chega não quiseram equacionar o futuro em caso de derrota nas urnas, na CDU, alegrias ou tristezas, serão analisadas pelo coletivo, Rui Tavares do Livre fará uma reflexão pessoal, e Mariana Mortágua sublinhou que quem vai andar na rua nas próximas duas semanas é para ter um melhor resultado que o último conseguido.
Quase a terminar o Debate da Rádio ainda houve tempo para avaliar a comunicação de crise por parte do Governo no apagão de 29 de abril, com Luís Montenegro a ser criticado por todos, mas a dizer que está muito satisfeito com o trabalho do Executivo neste caso, e nas perguntas rápidas – sim ou não a um referendo sobre a eutanásia – Montenegro admite referendar o assunto, Pedro Nuno Santos disse que não.
O Debate da Rádio foi conduzido pelos jornalistas Natália Carvalho, da Antena 1, Judith Meneses e Sousa, da TSF, Susana Madureira Martins, da Renascença, e Rui Pedro Antunes, da Rádio Observador.
À direita, André Ventura, do Chega, responsabilizou Montenegro, mas defendeu que a instabilidade política começou com o anterior governo PS.
Reforma da Justiça
A reforma da justiça foi o segundo tema do Debate da Rádio, com André Ventura a pedir que essa reforma não sirva para “por os políticos a mandarem na justiça” e Inês Sousa Real, do PAN, a lembrar que mais partidos têm telhados de vidro, lembrando que é hoje julgada a deputada do Chega Cristina Rodrigues.Sem comentar a atuação do Ministério Público, o liberal Rui Rocha puxa dos galões da responsabilidade para atirar aos restantes partidos que “ainda ninguém conseguiu explicar aos portugueses qual foi a necessidade de eleições”. Pelo Livre, Rui Tavares contrapôs que “a Spinumviva permanece um potencial veículo de influência e temos todos que confiar na palavra do primeiro-ministro de que ele não faz fretes”.
Paulo Raimundo, da CDU, insistiu na autonomia da justiça e a bloquista Mariana Mortágua alertou que “a justiça não devia interferir na política e a política não pode interferir na justiça, mas isso não quer dizer que não possamos questionar os tempos de determinados anúncios e as fugas de informação seletivas”.
Ainda no campo da justiça, Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro assumiram que há margem para um consenso alargado que permita reformas.
Cenários de governabilidade no pós 18 de maio
PSD, PS, IL, PAN e Chega não quiseram equacionar o futuro em caso de derrota nas urnas, na CDU, alegrias ou tristezas, serão analisadas pelo coletivo, Rui Tavares do Livre fará uma reflexão pessoal, e Mariana Mortágua sublinhou que quem vai andar na rua nas próximas duas semanas é para ter um melhor resultado que o último conseguido.
Quase a terminar o Debate da Rádio ainda houve tempo para avaliar a comunicação de crise por parte do Governo no apagão de 29 de abril, com Luís Montenegro a ser criticado por todos, mas a dizer que está muito satisfeito com o trabalho do Executivo neste caso, e nas perguntas rápidas – sim ou não a um referendo sobre a eutanásia – Montenegro admite referendar o assunto, Pedro Nuno Santos disse que não.
O Debate da Rádio foi conduzido pelos jornalistas Natália Carvalho, da Antena 1, Judith Meneses e Sousa, da TSF, Susana Madureira Martins, da Renascença, e Rui Pedro Antunes, da Rádio Observador.