"Tem-se feito muito pouco" face à imigração clandestina, admite Machete

Falando sobre o náufrágio da embarcação de clandestinos no Mediterrâneo, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal considera que, embora "deva haver solidariedade", a Europa não tem capacidade para albergar os "milhões de pessoas que querem vir".

Antena1 /
Rui Machete reconhece que se tem produzido muito pouco para evitar tragédias como a que aconteceu ontem perto da costa líbia, onde naufragou um barco com perto de mil imigrantes clandestinos que pretendiam chegar à Europa.

O governante sublinha que a resposta para este problema que se arrasta há anos não está só nos países europeus, que "não têm capacidade para receber os milhões que querem vir".

Sublinhando o "dever moral" da Europa para encontrar formas consistentes e coerentes de enfrentar a tragédia da imigração clandestina, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, forçou a inclusão deste assunto na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros que decorre esta segunda feira no Luxemburgo, na qual Machete também participa.
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