Política
Troika também quer cortar salários no privado
O PS reuniu-se com a "troika" e insistiu na existência de uma folga suficiente para se poder reduzir a um o corte dos dois subsídios de 2012. A "troika" nem lhe respondeu. Agora entende-se porquê: uma das suas recomendações aos empresários portugueses é a de cortarem nos salários dos seus trabalhadores. Segundo os delegados da Comissão Europeia, do BCE e do FMI, o sector privado, deve seguir o exemplo do sector público - pelo menos em matéria de cortes salariais.
A breve declaração emitida pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) não poupa elogios à diligência que colocou no cumprimento dos compromissos do memorando o Governo português - bom aluno num continente de governos cábulas. Mas nem por isso considera oportuno afrouxar a pressão.
Troika não responde ao PS
A atitude da troika a este respeito condenava ao fracasso a demanda por parte do PS de apoio para a sua conhecida pretensão de reduzir a um o corte dos dois subsídios no sector público. Segundo o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, citado pela agência Lusa, "o PS comunicou à troika que seria eventualmente mais ajustado poder ter um alargamento de prazo de um ano. Defendemos que, dessa forma, o ajustamento poderá ser feito de forma menos ofensiva para a economia e, para usar uma expressão popular, com menor risco de o doente morrer da cura. A troika ouvi-nos mas não nos respondeu".
Outras folgas alegadas pelo PS tão-pouco foram encaradas como tais pela troika, ou, em caso afirmativo, não se lhes deu relevância prática. Segundo Zorrinho, "terça-feira, aqui no Parlamento, a própria troika confirmou que a dotação prevista no Orçamento para pagar comissões é claramente exagerada. Só neste ponto o diferencial é quase suficiente para não aumentar o IVA da restauração".
"Governo fez muito, mas pode fazer muito mais"
Mas a troika não reagiu aos sinais de alarme vindos das empresas privadas de restauração, e muito menos às sugestões sobre a administração e as empresas públicas. Para o representante da Comissão Europeia, Jürgen Kröger, as empresas públicas continuam sob rigorosa quarentena: "O mais importante é reestruturá-las, deixá-las numa posição em que novo financiamento não é necessário. Nisso o programa já prevê que os défices operacionais não existam no final do próximo ano".
Bem pelo contrário, o mesmo Kröger considerou que, "a fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra,, os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público e aplicar reduções sustentadas". Portugal, afirmou também Kröger, "tem de competir com países em que os custos laborais são muito baixos, e isso consegue-se de duas formas: reduzindo salários e aumentando a eficiência".
O delegado do FMI, Paul Thomsen, corroborou estas afirmações considerando "de uma importância crucial que estas reformas permitam alinhar a produtividade dos trabalhadores com as remunerações por estes recebidas. A isto chama-se flexibilidade dop mercado laboral, que é uma parte importante deste programa, onde o Governo já fez muito, mas pode fazer muito mais".
A isto acrescentou Thomsen que, "se a economia viesse a ter um resultado pior do que esperado, teríamos de rever tudo. Mas neste momento achamos que as políticas são ambiciosas mas adequadas".
Troika não responde ao PS
A atitude da troika a este respeito condenava ao fracasso a demanda por parte do PS de apoio para a sua conhecida pretensão de reduzir a um o corte dos dois subsídios no sector público. Segundo o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, citado pela agência Lusa, "o PS comunicou à troika que seria eventualmente mais ajustado poder ter um alargamento de prazo de um ano. Defendemos que, dessa forma, o ajustamento poderá ser feito de forma menos ofensiva para a economia e, para usar uma expressão popular, com menor risco de o doente morrer da cura. A troika ouvi-nos mas não nos respondeu".
Outras folgas alegadas pelo PS tão-pouco foram encaradas como tais pela troika, ou, em caso afirmativo, não se lhes deu relevância prática. Segundo Zorrinho, "terça-feira, aqui no Parlamento, a própria troika confirmou que a dotação prevista no Orçamento para pagar comissões é claramente exagerada. Só neste ponto o diferencial é quase suficiente para não aumentar o IVA da restauração".
"Governo fez muito, mas pode fazer muito mais"
Mas a troika não reagiu aos sinais de alarme vindos das empresas privadas de restauração, e muito menos às sugestões sobre a administração e as empresas públicas. Para o representante da Comissão Europeia, Jürgen Kröger, as empresas públicas continuam sob rigorosa quarentena: "O mais importante é reestruturá-las, deixá-las numa posição em que novo financiamento não é necessário. Nisso o programa já prevê que os défices operacionais não existam no final do próximo ano".
Bem pelo contrário, o mesmo Kröger considerou que, "a fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra,, os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público e aplicar reduções sustentadas". Portugal, afirmou também Kröger, "tem de competir com países em que os custos laborais são muito baixos, e isso consegue-se de duas formas: reduzindo salários e aumentando a eficiência".
O delegado do FMI, Paul Thomsen, corroborou estas afirmações considerando "de uma importância crucial que estas reformas permitam alinhar a produtividade dos trabalhadores com as remunerações por estes recebidas. A isto chama-se flexibilidade dop mercado laboral, que é uma parte importante deste programa, onde o Governo já fez muito, mas pode fazer muito mais".
A isto acrescentou Thomsen que, "se a economia viesse a ter um resultado pior do que esperado, teríamos de rever tudo. Mas neste momento achamos que as políticas são ambiciosas mas adequadas".