Política
Vasco Lourenço critica “o residente em Belém” e o “pide bom” do Governo
O presidente da Associação 25 de Abril apelou à participação nas manifestações de 25 de Abril, considerando-as especialmente actuais na presente situação do país. O coronel Vasco Lourenço criticou ainda a passividade de Cavaco Silva, que alcunhou de “residente em Belém”, e o papel equívoco do CDS, em sua opinião comparável à farsa do “pide bom”, que aparecia durante os interrogatórios mais violentos a tentar captar a simpatia dos presos.
Vasco Lourenço lembrou que aquela data histórica, a comemorar dentro de uma semana, “vai ser novamente uma oportunidade para as pessoas demonstrarem o seu descontentamento face à situação criada", sendo por isso de esperar que tenham uma participação superior à de anos anteriores. O antigo capitão de Abril Vasco Lourenço sublinhou que o 25 de Abril é ainda "uma data que diz muito a toda a gente (…) no sentido de que valeu a pena, de que foi uma coisa positiva". E sustentou que, para além da democracia, “em termos de condições de vida, de desenvolvimento, no interior e não só, estamos melhor. E temos a Paz, não temos a Guerra".
Mas aqui terminavam os motivos de optimismo. Referindo-se aos membros do Governo, Lourenço afirmou que trabalham deliberadamente para “o empobrecimento do país e a criação de um exército de desempregados, que amochem e não levantem a garimpa". E acrescentou que os ministros “já não têm legitimidade democrática, mas estão dentro da legalidade até porque têm o protetor que é o Presidente da República, que deixou de ser o Presidente em Belém para ser o residente em Belém. São capatazes do capital financeiro ao qual estão vendidos".
“Eles sentem e a 'troika' tem de sentir, como representantes do capital financeiro e como governadores de um Estado ocupado - que é o que hoje é Portugal -, que, de vez em quando, é preciso esvaziar a pressão, dando a sensação de que estão a fazer abertura, porque sabem que, de um momento para o outro, pode haver uma explosão e violência forte e, portanto, têm de ter esse cuidado".
Os cuidados tácticos que a situação impõe ao Governo traduzem-se, segundo Vasco Lourenço, numa certa ambiguidade da posição do CDS, comparável ao estereótipo do “pide bom”. E comentou: “O 'pide bom', de vez em quando, tem de desempenhar o seu papel. Dá a sensação de que [os políticos do CDS] estão a abrir que é para o pessoal pensar que não são tão maus como os pintam". E sustentou ainda:"Os papéis estão distribuídos e ele [CDS-PP] está a fazer de 'pide bom' até para dar a sensação de que lá dentro há dissensões".
"Não desistimos, numa luta que não é só nossa. Nós e os outros povos europeus temos de ser capazes de perceber que os inimigos não são os outros povos, mas sim o capital financeiro que nos domina a todos e os que, em cada um dos países, a ele se venderam. A nossa luta é contra os tiranos e não de uns povos contra outros povos".
Mas aqui terminavam os motivos de optimismo. Referindo-se aos membros do Governo, Lourenço afirmou que trabalham deliberadamente para “o empobrecimento do país e a criação de um exército de desempregados, que amochem e não levantem a garimpa". E acrescentou que os ministros “já não têm legitimidade democrática, mas estão dentro da legalidade até porque têm o protetor que é o Presidente da República, que deixou de ser o Presidente em Belém para ser o residente em Belém. São capatazes do capital financeiro ao qual estão vendidos".
“Eles sentem e a 'troika' tem de sentir, como representantes do capital financeiro e como governadores de um Estado ocupado - que é o que hoje é Portugal -, que, de vez em quando, é preciso esvaziar a pressão, dando a sensação de que estão a fazer abertura, porque sabem que, de um momento para o outro, pode haver uma explosão e violência forte e, portanto, têm de ter esse cuidado".
Os cuidados tácticos que a situação impõe ao Governo traduzem-se, segundo Vasco Lourenço, numa certa ambiguidade da posição do CDS, comparável ao estereótipo do “pide bom”. E comentou: “O 'pide bom', de vez em quando, tem de desempenhar o seu papel. Dá a sensação de que [os políticos do CDS] estão a abrir que é para o pessoal pensar que não são tão maus como os pintam". E sustentou ainda:"Os papéis estão distribuídos e ele [CDS-PP] está a fazer de 'pide bom' até para dar a sensação de que lá dentro há dissensões".
"Não desistimos, numa luta que não é só nossa. Nós e os outros povos europeus temos de ser capazes de perceber que os inimigos não são os outros povos, mas sim o capital financeiro que nos domina a todos e os que, em cada um dos países, a ele se venderam. A nossa luta é contra os tiranos e não de uns povos contra outros povos".