Política
Ventura questiona "o que saberá" Luís Neves sobre Montenegro
Numa publicação na rede social X, o presidente do Chega qualifica como "impressionante, inenarrável e inqualificável" o discurso de Luís Neves nesta terça-feira, que garantiu que vai "continuar a governar".
“O que saberá Luís Neves sobre o primeiro-ministro?”, questiona Ventura.
Impressionante. Inenarrável. Inqualificável! O que saberá Luís Neves sobre o Primeiro-Ministro? pic.twitter.com/cbATg6d7Ac
— André Ventura (@AndreCVentura) September 1, 2026
Esta é a primeira reação do presidente do Chega às declarações desta manhã de Luís Neves.
André Venturá reúne esta terça-feira a direção nacional e a bancada parlamentar do Chega para decidir sobre a apreentação de uma moção de censura ao Governo. Antes de tomar uma decisão, o líder do Chega revelou que pediu para falar com o presidente da República sobre Luís Neves.
Na semana passada, o líder do Chega já tinha admitido avançar com uma moção de censura caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro da Administração Interna, que considerou ter atingido um nível "grotesco" e "inaceitável".
Esta terça-feira, nas prometidas declarações aos jornalistas, Luís Neves disse que tem sido alvo de insinuações e mentiras e acusou Ventura de o ter comparado a um "gangster".
"Nas últimas semanas, assistimos a uma escalada de mentiras, insinuações, e de destruição pessoal e política que ultrapassou todos os limites”, declarou Luís Neves, na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.
Luís Neves acrescentou que o presidente do Chega tem feito insinuações e acusações, sem provas, com o objetivo de “destruir” a sua reputação.
“Isto não é escrutínio, isto não é investigação política”, afirmou o ministro, defendendo que tem “mais de 30 anos dedicados ao serviço público” e “um legado operacional e de dirigente que é à prova de bala”.
“Isto não é escrutínio, isto não é investigação política”, afirmou o ministro, defendendo que tem “mais de 30 anos dedicados ao serviço público” e “um legado operacional e de dirigente que é à prova de bala”.
"Nada disto me intimida ou condiciona. Nada disto me impedirá de governar. Nada me vai afastar daquilo que me levou a aceitar este cargo", rematou.
Após o discurso oficial, em declarações aos jornalistas, o ministro referiu ainda que estará disponível para “responder a qualquer questão” de André Ventura no debate regimental da Assembleia da República, na próxima semana.