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Verdes mobilizam populações contra Almaraz

Verdes mobilizam populações contra Almaraz

O Partido Ecologista os Verdes, quer uma posição mais firme do governo português no processo que quer travar a construção de um aterro de resíduos junto á central Nuclear de Almaraz.
No Jornal 2 a líder do PEV garante que ainda há tempo para travar o projeto pede mobilização popular e política contra a decisão de Madrid.

João Fernando Ramos, Rui Sá /
Hoje o dia foi de contactos na região de Castelo Branco, num alerta contra a ameaça que representa esta instalação nuclear a cem quilómetros da fronteira portuguesa.

Os Verdes realizaram dois dias de Jornadas Parlamentares na zona do Tejo internacional.

"Mais vale sermos ativos hoje do que radioativos amanhã" é uma espécie de mote para apelar à mobilização das populações, em especial dos distritos de Portalegre e Castelo Branco, contra o projeto.

"A central nuclear de Almaraz é absolutamente obsoleta. Já deveria ter encerrado em 2010", afirma Heloísa Apolónia que volta a referir que a construção do armazém para resíduos nucleares e o eventual prolongamento da vida útil da central são dois assuntos interligados.

"O governo espanhol, portou-se muito mal com o português nesta matéria", diz a líder dos Verdes que não isenta ainda assim Lisboa do facto de ter acordado tarde para este problema que era do domínio público há mais de um ano.

"achamos bem que o governo tenha avançado com uma queixa em Bruxelas, mas o que dizemos é que não vamos cruzar os braço e esperar três meses por uma decisão". No Jornal 2 Heloísa Apolónia lembra que é necessário agir, informar, contactar as populações, mobilizar as instituições, mas deixa claro que é necessário também fazer mais para prevenir eventuais acidentes.

"As pessoas tem receio até porque não sabem o que fazer em caso de acidente radiológico. O país pode até ter planos, mas se os têm apenas no papel não servem para nada. Os Verdes vão avançar com iniciativas legislativas no parlamento para que os planos sejam testados, não apenas em sala, como já aconteceu, mas no terreno".
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