Buenos Aires em estado de emergência após 26 mortes
A Argentina tornou-se no terceiro país com o maior número de mortes devido à gripe A. Foram 26 os doentes que morreram, levando as autoridades a declararem o estado de emergência na capital Buenos Aires e antecipar as férias escolares das crianças.
No mesmo sentido, foi decidido antecipar as férias escolares, bem como alargar esse período "de forma a minimizar o risco epidemiológico".
"Assinei um decreto declarando o estado de emergência sanitária na cidade", anunciou Mauricio Macri numa conferência de imprensa, esta terça-feira, na qual surgiu acompanhado por responsáveis da Saúde e da Educação.
O presidente da câmara de Buenos Aires acrescentou que restaurantes, centros comerciais, transportes e cinemas continuarão para já a funcionar normalmente.
O Governo argentino confirma para já 1587 casos de gripe A.
O surto de gripe A na Argentina levou ontem a ministra da Saúde, Graciela Ocaña, a apresentar a demissão, reacção que alguns órgãos de comunicação atribuem à oposição que as suas medidas terão suscitado dentro do Executivo.
Graciela Ocaña deverá ser em breve substituída no cargo pelo médico e vice-governador de Tucumán, Juan Luis Manzur.
Decreto facilita acção do executivo de Buenos Aires
O gabinete de imprensa de Maurício Macri explicou que a decisão de declarar o estado de emergência foi tomada no sentido de facilitar a alteração das datas das férias escolares sem que para tal necessitasse de prévia aprovação por parte do Governo.
Nesse sentido, as férias anteriormente marcadas para entre 20 e 31 de Julho, deverão iniciar-se a 6 de Julho e acabar apenas a 3 de Agosto. De acrescentar que se trata das férias de Inverno.
O estado de emergência permite igualmente a suspensão pelo executivo local de espectáculos desportivos ou artísticos por mero decreto.
Até ao momento, foi também decretado o estado de emergência em quatro outras províncias: Río Negro, Santiago del Estero, Chaco e Corrientes.
As autoridades locais têm tomado em mãos as medidas para enfrentar a epidemia, dada a situação de acefalia no Ministério da Saúde.