Câmara da Régua denuncia intenção do Ministério da Saúde de encerrar o hospital

Peso da Régua, 30 set (Lusa) -- A Câmara da Régua denunciou hoje a intenção do ministério da Saúde de encerrar o hospital D. Luís I e anunciou que solicitou com carácter de urgência uma audiência ao primeiro-ministro para tentar travar este processo.

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Em agosto, a autarquia disse ter sido surpreendida pela decisão do ministério da Saúde de encerrar, entre outubro e dezembro, o Hospital D. Luís I.

Em consequência, pediu uma reunião de urgência ao ministério da Saúde para conhecer as intenções do Governo em relação à unidade hospitalar local, encontro que decorreu no dia 14.

No final dessa reunião, o presidente da câmara, o social-democrata Nuno Gonçalves, anunciou que o Hospital D. Luís I afinal "não encerra".

Hoje, a autarquia enviou um terceiro comunicado sobre este assunto, em que afirma ter tido conhecimento da intenção que o ministério da Saúde tem de encerramento do Hospital D. Luis I, denunciando assim o "incumprimento das garantias dadas pelo secretário de Estado, Manuel Ferreira Teixeira, na reunião. Uma garantia que diz ter sido reiterada posteriormente pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo.

"Esta situação configura um gravíssimo prejuízo para a população da Régua, que jamais iremos permitir, assim como configura uma total falta de verdade e de palavra nos compromissos que foram assumidos pelos responsáveis do ministério da Saúde", refere o comunicado.

O executivo municipal solicitou com carácter de urgência uma audiência ao primeiro-ministro, "no sentido de ver reposto o compromisso anteriormente assumido".

Até lá, o presidente da câmara remeter-se-á ao silêncio.

Desde agosto que a Agência Lusa procura obter uma resposta oficial sobre este assunto junto do ministério da Saúde, Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) e Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), que não foi dada até ao momento.

A unidade hospitalar da Régua está inserida no CHTMAD, que compreende ainda os hospitais de Chaves, Vila Real e Lamego.

No Hospital D. Luís I está instalado desde finais de março de 2009 o Centro Oftalmológico que representou um investimento de 1,5 milhões de euros em obras de adaptação e equipamento. Este hospital possui ainda as valências de cirurgia de ambulatório, medicina interna e consultas externas.

O encerramento desta unidade poderá decorrer da abertura do novo Hospital de Lamego, que dista a cerca de 10 quilómetros, um projeto que assenta nos serviços de ambulatório, representa um investimento de 42 milhões de euros e que estava previsto abrir no início de 2012.

Este hospital, que fica situado junto ao nó da autoestrada A24, vai dispor de cirurgia de ambulatório (três salas operatórias), além de consulta externa (14 gabinetes), urgência básica, hospital de dia e visitas domiciliárias.

A unidade vai assegurar a prestação de cuidados à população dos dez concelhos do Douro Sul. No que respeita às áreas de cirurgia de ambulatório, dará resposta a toda a área de influência do CHTMAD.

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