Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos classifica como inadmissível espera de doentes na zona de Aveiro

A presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, Helena Gervásio, classifica como inadmissível a situação que se verifica na região de Aveiro, onde há doentes que esperam em média dois anos por uma consulta de hematologia, que não existe na unidade de Aveiro do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.

Sandra Henriques /

Foto: Jorge dan Lopez/Reuters

“Considero isso perfeitamente inadmissível, não só para os doentes oncológicos, como qualquer outro doente. Se é doente não tem saúde e tem necessidade forçosa e urgente de ser assistido para um tratamento, aconselhamento e o seu bem-estar”, afirma a responsável ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues.

Helena Gervásio admite que haja alguma falha em termos da especialidade, mas sublinha que o essencial é que se faça o encaminhamento para centros onde seja possível os doentes serem observados dentro de 30 a 60 dias, no máximo.

O doente oncológico deve ter prioridade, mas mesmo os outros devem ser observados e tratados, visto que “correm riscos de agravamento da doença e muitas vezes já sem qualquer indicação de tratamento”.

A dirigente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos alerta ainda que a rede de referenciação hospitalar na prática ainda não está a funcionar, e “esta pode ser uma causa deste prolongamento de lista de espera que é extraordinariamente preocupante”.

O Jornal de Notícias desta manhã conta que há doentes que deveriam começar a ser tratados no prazo de uma semana, mas o tempo médio de espera é de 658 dias. As consultas em causa foram fechadas em janeiro de 2013 por terem entrado em “colapso”, só que a unidade hospitalar aceita na mesma as inscrições e reencaminha os utentes para Coimbra.

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