Doente com gripe A apresenta melhoria dos sinais vitais
O homem que se encontra em estado de coma induzido no Hospital de Faro na sequência de uma gripe A registou uma recuperação considerável ao nível de vários órgãos que estavam em falência. O diagnóstico médico foi confirmado pela ministra da Saúde, Ana Jorge, que rejeitou responsabilidades das autoridades sanitárias no atraso da comunicação dos resultados das análises realizadas a este paciente.
"A situação está mais estável. Neste momento, há sinais de alguma melhoria, no entanto, (o doente) ainda está nos cuidados intensivos, correndo algum risco", indicou a responsável máxima da Saúde.
Ana Jorge falou aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração da primeira Unidade de Radioterapia do Alentejo, no Hospital do Espírito Santo de Évora, quando foi questionada sobre a alegada demora de cinco dias para que fossem comunicados os resultados que confirmavam o quadro de gripe A neste doente.
Rejeitando responsabilidades das entidades oficiais, Ana Jorge garantiu que "os serviços, assim que tiveram o resultado das análises, tentaram contactar o doente", havendo no entanto "alguma dificuldade em encontrar os diferentes telefones que havia de acesso (ao doente)".
Ana Jorge sublinha reservas
Ana Jorge sublinhou que o paciente "é um jovem com uma situação gravíssima do ponto de vista clínico" com "um factor de risco que é a sua obesidade e, por isso, desenvolveu um processo grave de uma pneumonia viral".
De acordo com a ministra, o doente "tem estado com grande insuficiência respiratória, ventilado e com outros órgãos do organismo também afectados".
Estado clínico regista evoluções positivas
Apesar de se mantida a ventilação, os pulmões de Renato Pedro recomeçam a funcionar e a tensão máxima subiu para valores entre os 10 e 11, o dobro do que se registava há dois dias.
Os rins, outros dos órgãos que geram grande preocupação, começam também a funcionar por si próprios, apesar de o paciente continuar a fazer diálise.
O corpo começou a reagir à medicação, sendo agora o fígado o órgão que apresenta mais problemas. No que respeita ao cérebro, não é avançado nenhum prognóstico, sendo a grande interrogação saber quando Renato Pedro vai acordar e qual será o seu estado neurológico. Neste momento foi suspensa a medicação para induzir o coma.
Trata-se de uma evolução positiva que vai contra todas as expectativas médicas. Há apenas 48 horas, as equipas do Hospital de Faro não davam qualquer esperança à família.