Doente com gripe A apresenta melhoria dos sinais vitais

O homem que se encontra em estado de coma induzido no Hospital de Faro na sequência de uma gripe A registou uma recuperação considerável ao nível de vários órgãos que estavam em falência. O diagnóstico médico foi confirmado pela ministra da Saúde, Ana Jorge, que rejeitou responsabilidades das autoridades sanitárias no atraso da comunicação dos resultados das análises realizadas a este paciente.

RTP /
O homem de 29 anos internado na unidade algarvia apresenta o quadro mais crítico entre os doentes portugueses infectados o vírus H1N1 José Sena Goulão, Lusa

A ministra da Saúde, ela própria com formação e exercício em medicina, confirmou a evolução positiva do homem de 29 anos que é apresentado como o doente cujo estado inspira mais cuidados no país no quadro do surto de gripe A.

"A situação está mais estável. Neste momento, há sinais de alguma melhoria, no entanto, (o doente) ainda está nos cuidados intensivos, correndo algum risco", indicou a responsável máxima da Saúde.

Ana Jorge falou aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração da primeira Unidade de Radioterapia do Alentejo, no Hospital do Espírito Santo de Évora, quando foi questionada sobre a alegada demora de cinco dias para que fossem comunicados os resultados que confirmavam o quadro de gripe A neste doente.

Rejeitando responsabilidades das entidades oficiais, Ana Jorge garantiu que "os serviços, assim que tiveram o resultado das análises, tentaram contactar o doente", havendo no entanto "alguma dificuldade em encontrar os diferentes telefones que havia de acesso (ao doente)".

Ana Jorge sublinha reservas

Ana Jorge sublinhou que o paciente "é um jovem com uma situação gravíssima do ponto de vista clínico" com "um factor de risco que é a sua obesidade e, por isso, desenvolveu um processo grave de uma pneumonia viral".

De acordo com a ministra, o doente "tem estado com grande insuficiência respiratória, ventilado e com outros órgãos do organismo também afectados".

Estado clínico regista evoluções positivas

Apesar de se mantida a ventilação, os pulmões de Renato Pedro recomeçam a funcionar e a tensão máxima subiu para valores entre os 10 e 11, o dobro do que se registava há dois dias.

Os rins, outros dos órgãos que geram grande preocupação, começam também a funcionar por si próprios, apesar de o paciente continuar a fazer diálise.

O corpo começou a reagir à medicação, sendo agora o fígado o órgão que apresenta mais problemas. No que respeita ao cérebro, não é avançado nenhum prognóstico, sendo a grande interrogação saber quando Renato Pedro vai acordar e qual será o seu estado neurológico. Neste momento foi suspensa a medicação para induzir o coma.

Trata-se de uma evolução positiva que vai contra todas as expectativas médicas. Há apenas 48 horas, as equipas do Hospital de Faro não davam qualquer esperança à família.

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