Em Portugal “exagera-se com a necessidade de atestado médico”
O Bastonário da Ordem dos Médicos veio hoje reafirmar uma ideia avançada pelo Sindicato Independente do Médicos (SIM) de que "para uma ausência ao trabalho, esporádica e limitada, não deve ser preciso um atestado médico".
Diz o Bastonário que para uma ausência temporária ao trabalho por doença devia bastar que o cidadão informasse "o emprego que está doente, sob compromisso de honra e assumindo as responsabilidade se essa informação for falsa".
Pedro Nunes alinha desta forma com o secretário-geral do SIM que na semana passada afirmou ao site da RTP que devia ser permitido ao próprio "doente validar a sua falta, tal com já podem fazer para os filhos quando faltam às aulas". Uma situação, disse Carlos Arroz, que acontece noutros países e que em Portugal ainda não avança porque "o Governo parte do princípio que os portugueses mentem muito".
O responsável do SIM alertou ainda na altura para o facto de os médicos de família, por causa da Gripe A, estarem a passar atestados a doentes e familiares sem os observarem.
Uma situação que o Bastonário da Ordem dos Médicos veio hoje recusar que possa sequer vir a ser possível acontecer. "Um atestado médico é uma declaração que o médico produz após realizar um acto médico", disse Pedro Nunes. "Não existem atestados na ausência do médico.
Esses papéis passarão a ter o valor que a burocracia lhes quiser dar, mas não terão nada a ver com Medicina."