EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Empresas com preparação deficitária para enfrentar pandemia

Empresas com preparação deficitária para enfrentar pandemia

Uma em cada quatro empresas portuguesas tem um plano de contingência para enfrentar a Gripe A e uma em cada três unidades avaliou a informação sobre como reagir a uma eventual pandemia. São conclusões de um estudo efectuado, em Maio, pela Marsh, uma empresa de gestão de riscos e corretagem de seguros.

Raquel Ramalho Lopes, RTP /
A Marsh sublinha a importância de antecipar os efeitos da Gripe A, enquanto “problema social, económico, financeiro e de segurança” RTP

Dois terços não têm uma equipa de gestão de crises, nem uma lista de competências para enfrentar uma súbita e elevada taxa de absentismo.

O plano de contingência deveria ser sido elaborado na fase três - quando são detectados casos de infecção humana, mas ainda não foi detectada qualquer transmissão entre pessoas. O nível de alerta pandémico actual é o mais elevado, em que o risco de transmissão do vírus entre a população em geral é substancial.

O responsável de comunicação da Marsh afirmou, na RTPN, que os números do estudo "podem ser ainda mais alarmantes do que aqueles que estão a ser referidos". O estudo teve como respondentes grandes e médias empresas, enquanto o tecido empresarial português é essencialmente constituído por pequenas e micro empresas. "Não houve uma preocupação de as mesmas responderem ao estudo, o que pode indiciar que claramente poderão não ter um plano de contingência. Aí esta percentagem aumenta", disse Fernando Lopes Chaves.

O responsável da Marsh aponta para as implicações que o H1N1 poderá ter na economia portuguesa. "Se não tiverem plano de contingência não sei como vai ser, sendo que o último quadrimestre do ano é o mais importante para a facturação das empresas portuguesas", apontou, citado pela Lusa.

Entre os conselhos que Fernando Lopes Chaves deixa para as empresas está a delineação de um plano de contingência simples, com o envolvimento dos líderes das organizações e "que não sacudam para os técnicos de segurança e higiene no trabalho".

Lopes Chaves deixa como exemplo negativo "uma grande entidade pública, que tinha apenas uma pessoa a tratar do plano".

Foram confirmados 174 casos de contaminação com o H1N1 em Portugal.

PUB