Farmácia social da Lourinhã suspensa após intervenção do Infarmed
Lourinhã, 21 jan (Lusa)- A farmácia social da Lourinhã está encerrada temporariamente, após intervenção da Autoridade Nacional do Medicamento, o Infarmed, que recomendou a suspensão do seu funcionamento por não estar garantida a segurança na distribuição de medicamentos.(Corrige no primeiro parágrafo a razão da suspensão temporária da farmácia, que se deve a não estar garantida a segurança na distribuição dos medicamentos.)
O Infarmed esclareceu por escrito à agência Lusa que interveio de forma preventiva, porque "não pode ignorar a legislação em vigor e as normas técnicas exigidas pelas boas práticas de dispensa e distribuição de medicamentos".
A recomendação visa "proteger a saúde pública, através da garantia de segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos", alertando a paróquia local e voluntários da farmácia para os "perigos para os doentes que pretendiam ajudar". (Corrige no primeiro parágrafo a razão da suspensão temporária da farmácia, que se deve a não estar garantida a segurança na distribuição dos medicamentos.)
A Autoridade Nacional do Medicamento esclareceu que para a continuidade do projeto seria conveniente a sua inscrição no Banco de Medicamentos, uma iniciativa do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, Infarmed e União das Misericórdias Portuguesas, entre outras entidades que controlam o cumprimento de todas as regras de segurança de distribuição e dispensa de medicamentos.
Após contacto com o Convento de Santo António, onde a farmácia social estava aberta todas as terças-feiras, a Lusa obteve a confirmação de que a farmácia está temporariamente encerrada.
Os seus responsáveis optaram por não dar declarações até à reabertura da farmácia, sem adiantar datas.
A farmácia social estava a funcionar desde novembro para apoiar pessoas carenciadas que, por dificuldades económicas, não têm condições de comprar os medicamentos de que necessitam.
O projeto ajudava mais de uma dezena de pessoas e tinha recebido cerca de cinco centenas de fármacos por parte de pessoas que deles já não precisavam, deixando-os nas farmácias locais ou na sede do projeto.
A entrega dos medicamentos era feita por técnicos farmacêuticos, mediante apresentação da prescrição médica.