Governo saldou dívidas dos hospitais e centros de saúde às farmácias

Angra do Heroísmo, 24 jan (Lusa) - Os hospitais e centros de saúde dos Açores já regularizaram a situação de dívida com as farmácias, revelaram hoje o secretário regional da Saúde e a representante da Associação Nacional das Farmácias no arquipélago.

© 2012 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"As dívidas às farmácias estão integralmente resolvidas, quer as dos centros de saúde, quer as dos hospitais", afirmou o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a Associação Nacional das Farmácias (ANF).

Segundo Miguel Correia, até 18 de janeiro foram pagos 10,5 milhões de euros à ANF, colocando "a zero as contas da dívida da Saúde em relação às farmácias". A situação foi confirmada por Jacinta Meneses, representante da associação nos Açores, que assegurou que "este mês ficaram regularizados os atrasos".

Em falta está ainda o pagamento de dívidas a fornecedores, tendo Miguel Correia salientado que a gestão dessas dívidas "depende dos conselhos de administração dos hospitais". O responsável acrescentou que "já foi feito um adiantamento aos hospitais".

"Tanto quanto sei, no Hospital de Angra do Heroísmo os fornecimentos estão assegurados e já se conseguiu chegar a um plano de pagamentos e é isso que se espera dos outros hospitais", afirmou.

O secretário regional da Saúde começou hoje a discutir a possibilidade de a região implementar a venda de medicamentos em dose unitária, que se distingue da dose individualizada atualmente disponibilizada na farmácia do Hospital de Ponta Delgada.

"A dose unitária tem a ver com os doentes crónicos e com a forma como eles tomam o medicamento, para eles saberem em que dia e em que hora devem tomar determinado tipo de medicamento", explicou Miguel Correia, acrescentando que este modelo se adequa mais às farmácias comuns do que às hospitalares.

A dose individualizada é, segundo o secretário regional, "vocacionada para as farmácias junto dos hospitais e das urgências, para quando uma pessoa necessita só de uma determinada dose de medicamentos para um determinado período".

Para Miguel Correia, a dose unitária vai permitir que se desperdice menos medicamentos, uma vez que a pessoa passa a saber "se já tomou o medicamento ou não".

Por seu lado, Jacinta Meneses garantiu que a Associação Nacional de Farmácias "nunca foi contra a unidose", sublinhando, no entanto, que "é preciso saber-se como é que se aplica essa nova distribuição de medicamentos".

Tópicos
PUB