Interditada apanha de bivalves entre Lisboa e Peniche
Torres Vedras, 10 abr (Lusa)- O Instituto Nacional de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) interditou hoje a apanha de bivalves na zona entre Peniche e Lisboa, na sequência de 40 casos de intoxicações alimentares ocorridos em Mafra nos últimos cinco dias.
Um comunicado divulgado hoje na página da Internet do IPIMAR revela que "devido à presença de níveis de toxinas acima dos valores regulamentares, estão interditas temporariamente a apanha e captura de espécies de bivalves, com vista à comercialização e consumo".
A interdição abrange a região entre Peniche e Lisboa, na sequência de 40 casos de intoxicações alimentares ocorridos no concelho de Mafra, mas também as zonas de Viana do Castelo, Matosinhos, Aveiro, Nazaré- Figueira da Foz, Sines- Setúbal e na ria de Aveiro, Lagoas de Óbidos e de Albufeira e estuários do Mondego, do Tejo, do Sado e do Mira.
Segundo o documento, as toxinas provocam sobretudo diarreias.
Entretanto, a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu hoje 29 quilos de mexilhão, depois de se terem verificado 40 casos de intoxicações alimentares em Mafra pelo consumo destes bivalves, disse hoje fonte do Ministério da Economia.
De acordo com a mesma fonte, na sequência de uma determinação do IPIMAR o hipermercado onde o marisco foi adquirido devolveu os bivalves ao fornecedor, a pedido deste.
A apreensão dos 29 quilos de bivalves ocorreu na própria empresa fornecedora, localizada em Peniche, onde a ASAE realizou uma ação no sentido de identificar outros locais para onde os mexilhões foram vendidos.
A fonte adiantou que foi instaurado um processo-crime, sem revelar mais pormenores.
A delegada de saúde de Mafra disse à Lusa que, ao contrário de segunda-feira, nenhum caso de intoxicação pela ingestão de bivalves deu hoje entrada no centro de saúde local. Noémia Gonçalves adiantou que algumas pessoas ainda estão a recuperar.
A responsável revelou ainda que, além do hipermercado, os bivalves foram ainda adquiridos nas praias e vila da Ericeira ou apanhados pelos próprios consumidores na costa.