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Saúde
Laboratórios de criopreservação recebem cada vez mais pedidos para pagamentos faseados
A crise económica que o país atravessa está a afetar os laboratórios de criopreservação de células estaminais que viram aumentar no primeiro semestre deste ano o número de pedidos das famílias para pagamentos a prestações na adesão ao serviço.
Responsáveis de três laboratórios familiares (banco de células estaminais que permite que estas sejam utilizadas exclusivamente pelos dadores e família) contactados pela agência Lusa explicaram que não tiveram uma diminuição do número de clientes mas sim um aumento do número de pais que pediram pagamentos faseados.
Além dos pagamentos a prestações, os laboratórios Crioestaminal, Bebé Vida e CrioVida, registaram também um aumento de pedidos para contratos de 15 anos em detrimento de 20 ou 25 anos por terem custos mais baixos.
Em entrevista à agência Lusa, a administradora do laboratório Bebé Vida, Sílvia Martins, explicou que os pais continuam a apostar na criopreservação das células estaminais do sangue e tecido do cordão umbilical apesar da crise.
"Não tivemos quebra de clientes. Quem recorria aos nossos serviços já era a classe média ou média/alta e continua a ser. Contudo, registámos um maior número de adesão aos pagamentos faseados e a preferência por 15 anos de contrato em detrimento dos 25", adiantou, salientando que não houve decréscimo de pedidos em relação ao ano passado, no qual foram criopreservadas 350 amostras.
A Bebé Vida, que existe há sete anos e tem atualmente mais de 20 mil amostras criopreservadas disponibiliza aos pais serviços cujo custo varia entre os 995 e os 1.300 euros.
De acordo com Sílvia Martins, a criação há dois anos do banco público de células estaminais do cordão umbilical Lusocord também veio afetar os laboratórios familiares.
"No início, quando surgiu o banco público houve alguma confusão por parte das pessoas. Muitos não perceberam que no banco público as células
são uma doação, ou seja, podem ser usadas por qualquer pessoa que precise enquanto nos laboratórios familiares, a amostra é da pessoa que adquiriu o serviço e só poderá ser usada por ela ou familiares", disse.
Também o administrador da Crioestaminal, Raul Santos, contou à Lusa que a empresa também não é totalmente imune à crise que o país atravessa, apesar de não terem tido uma quebra de clientes.
"A crise tem provocado insegurança nas famílias e estamos conscientes do esforço que os pais fazem em prol dos filhos. Por isso, criámos alguns serviços para os ajudar como a possibilidade de poderem pagar o serviço de forma faseada e através de passatempos em que oferecemos serviços de criopreservação", adiantou.
Criada em 2003, a Crioestaminal disponibiliza aos pais serviços que podem chegar aos 1.330 euros, possuindo atualmente cerca de 50 mil amostras criopreservadas.
Por sua vez, um dos administradores da Bioskin, detentora da marca CrioVida que existe desde 2008, disse à Lusa que a empresa teve uma quebra de clientes na ordem dos 10 por cento em relação ao ano anterior.
"Até ao terceiro trimestre de 2010, a CrioVida vinha a crescer, depois no primeiro semestre de 2011 houve um decréscimo dada a conjuntura do país", disse à Lusa António Guimarães, contando que há dois anos também tiveram um decréscimo mas devido à criação do banco público.
Para combater a crise, a CrioVida disponibiliza aos clientes serviços com descontos pontuais e pagamentos faseados. António Guimarães adiantou ainda que o serviço pode chegar aos 1.230 euros para um contrato a 20 anos, estando atualmente criopreservadas na CrioVida cerca de 5.400 amostras.
A criopreservação é a técnica que permite guardar as células estaminais do sangue e tecido do cordão umbilical por períodos de 15 a 25 anos sem que se perca a sua viabilidade. Desde o primeiro transplante em 1988, já foram feitos mais de 25.000 transplantes para o tratamento de cerca de 80 doenças identificadas, nomeadamente sanguíneas, oncológicas, medulares, metabólicas e imunológicas.
A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter informações junto dos laboratórios Bioteca e Cytothera.
Além dos pagamentos a prestações, os laboratórios Crioestaminal, Bebé Vida e CrioVida, registaram também um aumento de pedidos para contratos de 15 anos em detrimento de 20 ou 25 anos por terem custos mais baixos.
Em entrevista à agência Lusa, a administradora do laboratório Bebé Vida, Sílvia Martins, explicou que os pais continuam a apostar na criopreservação das células estaminais do sangue e tecido do cordão umbilical apesar da crise.
"Não tivemos quebra de clientes. Quem recorria aos nossos serviços já era a classe média ou média/alta e continua a ser. Contudo, registámos um maior número de adesão aos pagamentos faseados e a preferência por 15 anos de contrato em detrimento dos 25", adiantou, salientando que não houve decréscimo de pedidos em relação ao ano passado, no qual foram criopreservadas 350 amostras.
A Bebé Vida, que existe há sete anos e tem atualmente mais de 20 mil amostras criopreservadas disponibiliza aos pais serviços cujo custo varia entre os 995 e os 1.300 euros.
De acordo com Sílvia Martins, a criação há dois anos do banco público de células estaminais do cordão umbilical Lusocord também veio afetar os laboratórios familiares.
"No início, quando surgiu o banco público houve alguma confusão por parte das pessoas. Muitos não perceberam que no banco público as células
são uma doação, ou seja, podem ser usadas por qualquer pessoa que precise enquanto nos laboratórios familiares, a amostra é da pessoa que adquiriu o serviço e só poderá ser usada por ela ou familiares", disse.
Também o administrador da Crioestaminal, Raul Santos, contou à Lusa que a empresa também não é totalmente imune à crise que o país atravessa, apesar de não terem tido uma quebra de clientes.
"A crise tem provocado insegurança nas famílias e estamos conscientes do esforço que os pais fazem em prol dos filhos. Por isso, criámos alguns serviços para os ajudar como a possibilidade de poderem pagar o serviço de forma faseada e através de passatempos em que oferecemos serviços de criopreservação", adiantou.
Criada em 2003, a Crioestaminal disponibiliza aos pais serviços que podem chegar aos 1.330 euros, possuindo atualmente cerca de 50 mil amostras criopreservadas.
Por sua vez, um dos administradores da Bioskin, detentora da marca CrioVida que existe desde 2008, disse à Lusa que a empresa teve uma quebra de clientes na ordem dos 10 por cento em relação ao ano anterior.
"Até ao terceiro trimestre de 2010, a CrioVida vinha a crescer, depois no primeiro semestre de 2011 houve um decréscimo dada a conjuntura do país", disse à Lusa António Guimarães, contando que há dois anos também tiveram um decréscimo mas devido à criação do banco público.
Para combater a crise, a CrioVida disponibiliza aos clientes serviços com descontos pontuais e pagamentos faseados. António Guimarães adiantou ainda que o serviço pode chegar aos 1.230 euros para um contrato a 20 anos, estando atualmente criopreservadas na CrioVida cerca de 5.400 amostras.
A criopreservação é a técnica que permite guardar as células estaminais do sangue e tecido do cordão umbilical por períodos de 15 a 25 anos sem que se perca a sua viabilidade. Desde o primeiro transplante em 1988, já foram feitos mais de 25.000 transplantes para o tratamento de cerca de 80 doenças identificadas, nomeadamente sanguíneas, oncológicas, medulares, metabólicas e imunológicas.
A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter informações junto dos laboratórios Bioteca e Cytothera.