Saúde
Medicamento para Doença de Parkinson esgotado na maioria das farmácias
A “Parkadina”, um medicamento utilizado para controlar os movimentos involuntários dos doentes com Parkinson, está a escassear nas farmácias portuguesas. O laboratório Basi interrompeu a produção para revisão de preços, confirmou o Infarmed, citado pela TSF. Ainda não há data prevista para a resolução da falta do medicamento utilizado diariamente por cerca de cinco mil utentes do problema.
"Inicialmente, tentámos resolver a falta através de empréstimos de medicamentos a outros doentes que tinham mais ou fomos pedindo a farmácias onde ainda estavam à venda", disse a presidente da Associação Portuguesa do Doente de Parkinson (APDP), citada pela Lusa. Outra solução foi diminuir a dose diária recomendada pelo médico.
A falta deste medicamento, que tem como substância ativa a amantadina, pode levar a uma diminuição da qualidade de vida dos doentes, já que os sintomas da doença deixam de estar controlados, acrescentou Helena Machado.
Confirmando as queixas de doentes, que têm cada vez mais dificuldade em encontrar o medicamento, um neurologista do Hospital de Santo António, no Porto, afirma à Antena1 que não há alternativa ao "Parkadina". No entanto, Alexandre Mendes desvaloriza a falta, dizendo que este não é o único fármaco que controla os sintomas da doença e que a sua ausência terá pouco impacto na motricidade dos doentes.
“O medicamento não é dos fundamentais no tratamento”, sendo utilizado para controlar “movimentos involuntários”, embora “nalguns doentes tenha um benefício importante”, explicou.
Por seu lado, a neurologista do Hospital de São João, também no Porto, Carolina Almeida Garrett, sublinha que determinados doentes ficam sem alternativa terapêutica.
“É um fármaco que não tem qualquer alternativa. Portanto para os doentes em termos de qualidade de vida é trágico. A "Parkadina" é extremamente importante para tratar aqueles movimentos involuntários”, declarou a médica à TSF.
Sem data para comercialização
A “Parkadina” começou a escassear desde há um mês, mas foi dado como esgotado nas farmácias portuguesas em meados de abril. Ainda não há data sobre o reinício de comercialização. A associação de doentes de Parkinson nota que não é a primeira vez que se esgotam os medicamentos para Parkinson.
A associação lembra que a substituição do fármaco deve ser orientada pelo médico. O “Parkadina” é sujeito a receita médica e a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode chegar aos 90 por cento.
A dificuldade dos doentes com Parkinson em adquirir o fármaco comercializado pela Basi foi avançada na edição desta segunda-feira do “Jornal de Notícias”. Apesar de estarem diagnosticados cerca de 20 mil doentes de Parkinson em Portugal, o fármaco é prescrito a cinco mil pessoas.
Infarmed refere revisão de preço
A associação de doentes e as farmácias procuram os motivos da escassez do medicamento. À rádio TSF, o presidente do Infarmed referiu que a produção da “Parkadina” foi suspensa por causa de revisão de preço.
“Lamentamos esta situação mas, do ponto de vista legal, é normal. Não é um medicamento essencial” existindo “alternativas terapêuticas”, embora compreendamos que os doentes estejam habituados a esta medicação”, disse Jorge Torgal.
O Infarmed admite a possibilidade de aquisição do “Parkadina” no estrangeiro, mas só se for registado algum pedido para importação. “Se houver entidades hospitalares que façam o pedido do medicamento isso pode suceder mas duvidamos que isso aconteça porque não é um medicamento que salve a vida das pessoas. É um medicamento importante para doentes porque o fazem há muito tempo”, referiu.
Jorge Torgal classifica a situação de “preocupante”, uma vez que é “muito relevante” a “adaptação de cada doente à terapêutica”. A saída do mercado do medicamento implicaria a reavaliação de cada doente que o está a utilizar.
A falta deste medicamento, que tem como substância ativa a amantadina, pode levar a uma diminuição da qualidade de vida dos doentes, já que os sintomas da doença deixam de estar controlados, acrescentou Helena Machado.
Confirmando as queixas de doentes, que têm cada vez mais dificuldade em encontrar o medicamento, um neurologista do Hospital de Santo António, no Porto, afirma à Antena1 que não há alternativa ao "Parkadina". No entanto, Alexandre Mendes desvaloriza a falta, dizendo que este não é o único fármaco que controla os sintomas da doença e que a sua ausência terá pouco impacto na motricidade dos doentes.
“O medicamento não é dos fundamentais no tratamento”, sendo utilizado para controlar “movimentos involuntários”, embora “nalguns doentes tenha um benefício importante”, explicou.
Por seu lado, a neurologista do Hospital de São João, também no Porto, Carolina Almeida Garrett, sublinha que determinados doentes ficam sem alternativa terapêutica.
“É um fármaco que não tem qualquer alternativa. Portanto para os doentes em termos de qualidade de vida é trágico. A "Parkadina" é extremamente importante para tratar aqueles movimentos involuntários”, declarou a médica à TSF.
Sem data para comercialização
A “Parkadina” começou a escassear desde há um mês, mas foi dado como esgotado nas farmácias portuguesas em meados de abril. Ainda não há data sobre o reinício de comercialização. A associação de doentes de Parkinson nota que não é a primeira vez que se esgotam os medicamentos para Parkinson.
A associação lembra que a substituição do fármaco deve ser orientada pelo médico. O “Parkadina” é sujeito a receita médica e a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode chegar aos 90 por cento.
A dificuldade dos doentes com Parkinson em adquirir o fármaco comercializado pela Basi foi avançada na edição desta segunda-feira do “Jornal de Notícias”. Apesar de estarem diagnosticados cerca de 20 mil doentes de Parkinson em Portugal, o fármaco é prescrito a cinco mil pessoas.
Infarmed refere revisão de preço
A associação de doentes e as farmácias procuram os motivos da escassez do medicamento. À rádio TSF, o presidente do Infarmed referiu que a produção da “Parkadina” foi suspensa por causa de revisão de preço.
“Lamentamos esta situação mas, do ponto de vista legal, é normal. Não é um medicamento essencial” existindo “alternativas terapêuticas”, embora compreendamos que os doentes estejam habituados a esta medicação”, disse Jorge Torgal.
O Infarmed admite a possibilidade de aquisição do “Parkadina” no estrangeiro, mas só se for registado algum pedido para importação. “Se houver entidades hospitalares que façam o pedido do medicamento isso pode suceder mas duvidamos que isso aconteça porque não é um medicamento que salve a vida das pessoas. É um medicamento importante para doentes porque o fazem há muito tempo”, referiu.
Jorge Torgal classifica a situação de “preocupante”, uma vez que é “muito relevante” a “adaptação de cada doente à terapêutica”. A saída do mercado do medicamento implicaria a reavaliação de cada doente que o está a utilizar.