Moradores de Odivelas querem reunião com ministra, exigem Centro de Saúde

Odivelas, 31 Jan (Lusa) - Os moradores da Ramada, Odivelas, reuniram-se hoje para exigir a construção de um Centro de Saúde naquela freguesia, tendo ainda solicitado uma reunião de carácter urgente com a Ministra da Saúde.

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A acção reivindicativa, que juntou cerca de meia centena de moradores, foi promovida pela Junta de Freguesia da Ramada e pela Comissão Pró-Centro de Saúde, duas entidades que reclamam desde 2003 a instalação de um equipamento de saúde, naquela que é a terceira maior freguesia do concelho de Odivelas.

A freguesia da Ramada, com cerca de 20 mil habitantes, é a única do concelho que não possui qualquer Centro de Saúde ou extensão, uma situação que o presidente da Comissão Pró-Centro de Saúde, Ricardo Dias, considerou de "inconcebível".

"Se o número mínimo de habitantes por lei são 10 mil, nesse caso já temos direito não a um, mas sim a dois centros de saúde", ironizou

Ricardo Dias lamentou ainda que "esta situação se esteja a arrastar há tantos anos", uma vez que a sua comissão, em parceria com a Junta de Freguesia tem vindo desde 2003 a fazer reuniões, concentrações, e abaixo assinados para trazer um centro de Saúde para a Ramada.

"Isto é uma vergonha e um total desrespeito pela Ramada. Fomos completamente abandonados pelo poder político", acusou.

O presidente da Junta de Freguesia, Bartolomeu Dias, mostrou-se igualmente "indignado com o facto da Ramada ainda não possuir qualquer equipamento de Saúde", lembrando que até existe um terreno que foi cedido pela Câmara Municipal de Loures em 1998, para esse efeito, mas que no entanto nada foi feito para que as obras avançassem.

"Há 20 anos que os sucessivos Governos nos devem este centro de Saúde e por isso não podemos continuar à espera. Vamos prosseguir a nossa luta", afirmou Francisco Bartolomeu.

No final da concentração foi apresentada uma moção que será enviada para várias instituições politicas, nomeadamente para o Ministério da Saúde a solicitar "uma reunião de carácter urgente" com a ministra Ana Jorge.


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