Não há relação da vacina com bebé que nasceu morto

A ministra da Saúde garantiu esta tarde que não há qualquer relação entre o bebé que nasceu morto no Hospital de Portalegre com a vacina da Gripe A. A mãe, grávida de 34 semanas, tinha sido uma das mulheres sujeita à vacinação.

RTP /
Imagem de arquivo da ministra da Saúde, Ana Jorge, momentos antes de receber a vacina da Gripe A (H1N1), na Unidade de Saúde de São João do Estoril Tiago Petinga, Lusa

Em declarações à RTP, Ana Jorge garantiu que "não tem nada a ver o facto de a grávida ter feito a vacina às 34 semanas, antes de ter ocorrido a morte fetal ´in utero`. Foi uma coincidência no tempo".

A ministra da Saúde espera que a autópsia possa confirmar que não há qualquer causa-efeito.

"Estamos seguros. Inclusive já hoje de manhã os obstretas que mais trabalham nesta área disseram que não há relação causal", afirmou Ana Jorge. "Não há nenhuma referência, no mundo inteiro, nas grávidas vacinadas, que tenha ocorrido uma situação destas".


Resultados da autópsia ao bebé deverão ser conhecidos esta semana

A mãe do bebé tinha sido vacinada a 10 de Novembro contra o vírus H1N1, sendo pouco depois internada com suspeitas de que o bebé estaria morto, o que veio a verificar-se este domingo, dia 15.

Fonte do Ministério da Saúde indicou que "a autópsia será feita no Hospital Egas Moniz o mais rapidamente possível". 

"Os resultados levam alguns dias após a realização da autópsia", pelo que "não deverão chegar antes do meio da semana", acrescentou a mesma fonte.
Apesar de não estabelecer relação entre a vacinação e a morte do bebé, a direcção do hospital ordenou a abertura de um inquérito.

Família da grávida relaciona morte com vacina 

A grávida de 34 semanas perdeu o bebé escassos dias após ter sido vacinada contra a gripe A, factos que os familiares suspeitam estar ligados. 

Ouvido pela Agência Lusa, o cunhado da mulher de 31 anos explicou que depois de na quarta-feira ter sido vacinada a grávida começou a queixar-se de dores no corpo e mal-estar geral, notando que o bebé ora se mexia mais do que o normal ora não se mexia. 

"No sábado de manhã foi ao Centro de Saúde de Portalegre, onde a médica que a assistiu verificou que o batimento cardíaco do feto era baixo, mas existia, e aconselhou-a a ir para casa e a voltar no dia seguinte para ver como estava", explicou aquele familiar. 

A grávida iria ao Hospital de Portalegre por volta do meio-dia, ficando então a saber que o coração do feto tinha parado. 

"Não podemos dizer que tenha sido da vacina até porque anteriormente já tinha havido um episódio em que o batimento cardíaco do bebé estava muito acelerado. A realidade é que a partir daí (da vacinação) se desenvolveram uma série de reacções", acrescentou este familiar. 

Arranca nova fase de vacinação 

Esta segunda-feira começa a vacinação contra a gripe A das crianças entre seis e 24 meses sem qualquer patologia. 

Os pais devem contactar os centros de saúde para saber o dia e a hora a que a vacina está disponível. 

Esta nova fase da vacinação vai incluir cerca de 145 mil vacinas.

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