Neurologista explica importância de novo medicamento para doentes de Parkinson

O neurologista Joaquim Ferreira destaca a importância para os doentes de qualquer novo fármaco que entre no mercado, depois de o presidente da Bial, Luís Portela, ter revelado que os cortes financeiros no setor da investigação em saúde obrigaram a empresa farmacêutica a adiar por dois anos o lançamento de um novo medicamento para os doentes de Parkinson.

Sandra Henriques /

Foto: Sandra Henriques/Antena1

“Será mais um medicamento para o leque de opções para tratar a doença. Infelizmente o número de medicamentos novos que estão à beira de ser comercializados é pouco. Há uma enorme redução na investigação geral nas doenças neurológicas, há muito menos ensaios em curso e há muito menos moléculas para as quais temos expetativa de virem a chegar ao mercado, ou seja, virem a estar disponíveis nas farmácias”, explica Joaquim Ferreira à Antena1.

O neurologista do Hospital de Santa Maria, que faz parte de uma das equipas envolvidas nesta investigação da Bial, defende que “haver mais um medicamento numa fase final de desenvolvimento é muito importante”, sobretudo quando se trata de um produto nacional. “Não são muitos os laboratórios que têm medicamentos de desenvolvimento próprio a chegarem à utilização comercial”, acrescenta.

Estas declarações surgem após o presidente da Bial, Luís Portela, ter dito em entrevista à Antena1 que os cortes financeiros no setor da investigação em saúde obrigaram a empresa farmacêutica a adiar por dois anos o lançamento no mercado do novo fármaco para os doentes de Parkinson.

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