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Observatório dos Sistemas de Saúde alerta para falta de respostas no setor da doença mental
O coordenador do Observatório Português dos Sistemas de Saúde frisa que não está a ser cumprida a totalidade do plano que foi traçado.
Foto: Antonio Bronic/Reuters
O investigador da Universidade de Évora afirma que foi traçado um plano de desinstitucionalização das pessoas com doença mental, mas apenas estão a ser cumpridas as componentes de encerramento de hospitais psiquiátricos.
Não existem ou existem apenas residualmente respostas que ajudem a comunidade a inserir os doentes que saíram dessas instituições.
Acamados sem apoio
Manuel Lopes sublinha ainda que há um elevado número de pessoas que vivem em casa acamadas sem apoio. “Urge encontrar uma resposta” e esta passa pela visita de equipas de cuidados continuados ao domicílio.
Esta solução “é a mais barata”, porque estas equipas de cuidados continuados que se deslocam a casa dos doentes acamados custam um terço da média da institucionalização em qualquer cama da rede.
O documento em causa resulta de uma análise ao setor da saúde depois da intervenção da ‘troika’ em Portugal e conclui ainda que o número de enfermeiros está abaixo da média da OCDE e que os médicos estão mal distribuídos no território.
Para além disso, o valor das taxas moderadoras afasta os utentes, que também têm cada vez mais dificuldades em aceder aos medicamentos por causa da diminuição do poder de compra e pela falta de disponibilidade de fármacos nas farmácias.