Os corantes artificiais fazem mal à saúde?
A Food and Drug Administration, a agência americana responsável pelo controlo dos alimentos e medicamentos, reúne hoje e amanhã um painel de peritos para analisar se os corantes artificiais são ou não prejudiciais à saúde. Estudos mais recentes têm ligado os corantes a uma série de distúrbios nas crianças como a hiperatividade.
Alguns estudos citados nesse relatório apontam em sentido contrário, nomeadamente um trabalho publicado em 2007 na revista "Lancet" e assinado por cientistas da Universidade de Southhampton e do Imperial College de Londres. Nesse estudo, os investigadores concluem que "os corantes artificiais resultam num aumento de hiperatividade em crianças de 3 anos e de 8/9 anos na população em geral". Ou seja, este estudo defende que não são apenas as crianças com problemas de comportamento a serem afetadas, mas todas as crianças podem ter problemas de saúde com a ingestão destes aditivos.
Os fabricantes desde sempre têm defendido que os corantes artificiais não causam quaisquer problemas de saúde, enquanto algumas associações de defesa dos consumidores têm tentado trazer à discussão a segurança destes aditivos. A FDA tem ignorado muitas destas petições, mas finalmente este mês decidiu discutir publicamente o assunto, fazendo reunir este painel de peritos.
Segundo o jornal "The New York Times", é provável que desta reunião saia um apelo para a realização de mais estudos sobre os corantes e as suas implicações na saúde, mas importa saber se estas recomendações irão ser seguidas quer pelos fabricantes, quer pelas instituições federais.