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Plano português sobre ébola está de acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde
A subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explica que o dispositivo de coordenação que está preparado é constituído por um grupo de profissionais da Direção-Geral da Saúde (DGS) e por peritos externos que estão atentos à eventualidade de se registarem casos de ébola em Portugal e à aplicação das medidas previstas nessas situações.
Foto: Misha Hussain/Reuters
A responsável admite que “há um ou outro pormenor que precisamos de atualizar, porque estas coisas vão mudando com o tempo”.
“O dispositivo de coordenação é um conjunto de pessoas que está responsável pelas orientações técnicas e pelo atendimento telefónico para a validação dos casos, pelos contactos com a DGS, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, INEM, os hospitais de referência. No fundo é um grupo de pessoas que trabalha na DGS com peritos externos que faz este trabalho”, remata.
A Direção-Geral da Saúde emitiu esta tarde um comunicado em que garante que não há nenhum caso de ébola em Portugal até esta altura, mas depois do alerta à escala mundial lançado pela Organização Mundial da Saúde o país está em estado de prontidão e com o dispositivo de alerta preparado.
As autoridades recomendam o recurso à Linha de Saúde 24 para responder, aconselhar e encaminhar quem apresente sintomas, evitando-se o recurso a salas de espera de hospitais ou centros de saúde, onde é mais fácil o contágio.
Embora as viagens para os países da África Ocidental não estejam interditas, a DGS pede pela primeira vez ponderação aos portugueses que pretendam viajar para essa região.
Estão previstas medidas para facilitar o regresso a Portugal dos cidadãos portugueses que tenham estado expostos ao vírus, o que significa que o país está preparado para ir buscar e tratar pessoas nestas condições.